Eleições mostram que destino de Bolsonaro é a lata de lixo da história, diz Enio Verri

O líder do PT na Câmara, Enio Verri (PR), qualificou nesta quarta-feira (18) o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro como o grande derrotado das eleições municipais do último domingo. Para ele, o povo brasileiro deu o recado pelas urnas de que o capitão-presidente, se não sofrer impeachment antes, será avassaladoramente derrotado em 2022. “Bolsonaro voltará para o lugar onde sempre esteve: a lata de lixo da História”, previu Verri.

Para o líder petista, Bolsonaro “está voltando ao tamanho que de fato ele merece ter”, assim como seus seguidores. Verri observou que os bolsonaristas são “pequenos como a política social” de Bolsonaro e o respeito que ele tem no exterior, “que é muito pequeno, como é a sua inteligência, que é menor ainda.”

Bom senso
Enio Verri celebrou o fato de em dois anos a população ter mudado radicalmente, saltando da “política do ódio para a política do bom senso e da construção de um País mais participativo, mais democrático, que respeita as suas instituições e principalmente um País mais justo.”

O parlamentar denunciou que os bolsonaristas têm tentado difundir uma tese mentirosa de que o presidente da República não saiu derrotado das eleições do dia 15, ao mesmo tempo em que efetuam campanha contra as urnas eletrônicas “para justificar a iminente derrota de Bolsonaro daqui a dois anos”, como ocorreu com Donald Trump nos Estados Unidos.

Urnas eletrônicas
Ele frisou que o sistema eletrônico do Brasil é referência mundial e, mesmo se houver desconfianças, pode ser auditado, em vez de se adotar o uso de cópia do voto em papel. Essa medida defendida pelos bolsonaristas, não opinião do líder do PT, visa a “garantir o pagamento” de quem vende o voto com recursos de corrupção ou caixa 2.

O parlamentar assinalou, durante sessão virtual da Câmara dos Deputados, que o Brasil passa por uma grave crise econômica e social não em razão da pandemia de Covid-19, mas devido à incompetência do atual governo.

Lembrou que a política econômica de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, é desastrosa.
“É muita incompetência, pois o governo Bolsonaro destrói o meio ambiente, as empresas e favorece apenas os bancos e a especulação financeira”, disse Enio Verri. Ele criticou também a insensibilidade social do atual governo, por reduzir o auxílio emergencial aprovado pelo Congresso Nacional para o período da pandemia, no valor de R$ 600,00. O governo, por Medida Provisória (MP 1000/2020), reduziu para R$ 300,00.

Verri anunciou que a oposição continuará em obstrução enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não colocar a MP em votação. Para o líder do PT, trata-se de uma questão de justiça derrubar a MP para que o valor do auxílio emergencial seja mantido em R$ 600,00.

Eleições
O líder parabenizou as deputadas e deputados do PT que participaram das disputas municipais de domingo, qualificados por ele como guerreiros e guerreiras: Benedita da Silva (RJ), Luizianne Lins (CE), Margarida Salomão (MG), Marília Arraes (PE), José Ricardo (AM), Leonardo Monteiro (MG) e Zé Neto (BA). Como candidatos a vice, participaram Carlos Zarattini (SP) e Pedro Uczai (SC).

O líder assinalou que o PT teve aumento expressivo dos votos nas disputas majoritárias, em relação a 2016. Neste ano, a votação em candidatos e candidatas do PT em 25 capitais e 70 cidades com mais de 200 mil eleitores aumentou 20% em relação a 2016. E frisou que o PT é o partido com mais candidatos na disputa no segundo turno das eleições municipais: das 57 cidades que terão segundo turno para uma vaga à Prefeitura, a legenda tem candidatos disputando em 13 municípios de médio porte e em duas capitais (Vitória e Recife). E tem ainda candidatos a vice em Porto Alegre e Belém.

O resultado, em sua opinião, mostrou uma “coisa concreta e muito séria: Bolsonaro perdeu esta eleição”. Agora, disse, “a política volta à normalidade, o bom senso, com a direita ou com a esquerda”.

“É claro que eu gostaria que todos votassem na esquerda, pois sou um homem de esquerda. Mas, mesmo assim, a população optou por pessoas que não passam o ódio, que não passam a raiva, que não passam a vontade de matar. São pessoas que estão lá para defender políticas econômicas e sociais. Concordando ou não, são aqueles em quem eles acreditam e estão mostrando isso para a sociedade. Isso é democracia, sem dúvida nenhuma”, afirmou.

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