Uruguai x Brasil: Tite emocionado homenageia Carlos Amadeu e fala sobre o confronto desta terça

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Antes de iniciar a entrevista coletiva, Tite, prestou homenagem ao treinador de 55 anos, que morreu na Arábia Saudita, nesse domingo, depois de sofrer ataque cardíaco.

O técnico da Seleção Brasileira, Tite, abriu a entrevista coletiva de hoje (16), emocionado, prestando homenagens ao colega de profissão Carlos Amadeu, que morreu nesse domingo (15) de parada cardíaca.

Amadeu morreu aos 55 anos. Ele estava no Al-Hillal e trabalhou entre 2015 e 2019 na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), comandando as categorias sub-17 e sub-20.

“É muito difícil falar de quem a gente admira, quem a gente admirou. Quem conviveu. Nós trabalhamos três anos com o Amadeu. Em três anos a admiração, a escala de valores num mundo extremamente competitivo que a gente vive. E no futebol vencer é praticamente sobreviver, a escala de valores moral, educacional, ética, no convívio conosco com Gabriel Menino, Militão… À esposa Dora, o filho Ricardo, o filho Matheus, que me acolheram tão bem, toda nossa solidariedade, carinho, fortalecimento. Legado é muito grande. Dessa escala de valores muito rica. Que para vencer precisa ser melhor, não precisa vencer a qualquer custo. Fica meu sentimento, que é externado por todos nós”, disse Tite, emocionado.

Uruguai x Brasil

Depois da homenagem, o técnico começou a responder perguntas sobre a partida de amanhã, às 20h (de Brasília), contra o Uruguai, pela quarta rodada das Eliminatórias da Copa.

“Nós fizemos as três vitórias, sim, contra as três últimas seleções da classificação. As duas primeiras vitórias criando e fazendo bastante gol, jogando bonito e tendo resultado. Na terceira não deu para jogar bonito, mas teve a consistência e teve a vitória. Talvez elas não briguem para classificar, mas daqui a pouco elas vão atrapalhar a classificação de alguém. Vamos enfrentar o Uruguai, uma equipe que vem sólida. Tradicionalmente um clássico, uma gama de envolvimentos com peso de camiseta, com atletas de alto nível e esse nosso processo de afirmação da equipe “, comentou o treinador.

“Jogar contra a Venezuela na sua casa é uma proposta do adversário, jogar contra o Uruguai na casa deles é outra proposta. Seremos mais exigidos defensivamente do que fomos contra a Venezuela, e paralelamente teremos mais espaço para criações ofensivas. São estratégias, formas e ideias de um futebol diferente de um jogo para outro,” completou.

Cavani e Suárez

Auxiliar de Tite, Cléber Xavier fez uma breve analise da potência da dupla Cavani e Suárez no comando do ataque do Uruguai.

“O Cavani tem jogado de duas formas lá, no último jogo contra a Colômbia atuou por dentro em dupla com Suárez, vindo buscar e aproximar mais, como são Firmino e Galhardo aqui, e também jogando de lado num desenho de 4-1-4-1. Trabalhamos nesses dois sentidos nossas formas de jogar, no desenho de Cavani e Suárez e dois externo e Cavani de 9. É característica deles brigar pela bola, eles não constroem de trás, quebram muito para brigar pela segunda bola.”

Por fim, Tite falou sobre as críticas sofridas após a vitória magra sobre a Venezuela.

“É muito difícil fazer comentários, tenho que ter respeito e discernimento sobre as opiniões. Eu até coloquei que nossa fase ofensiva tem condições de melhorar, mesmo, nesse processo de afirmação da equipe. Concordo. No mais, sem revanchismo ou responder crítica. Meu papel não é esse, é fazer o melhor trabalho possível. Desde que não sejam informações erradas o conceito e a opinião é de cada um”.