Vacina chinesa: Testes confirmam eficácia, diz Instituto Butantan

A vacina contra o Sars-Cov-2, desenvolvida pela empresa biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech, mostrou-se segura após duas doses aplicadas em voluntários no Brasil, informou, nesta segunda-feira (19), o diretor do Instituto Butantan de São Paulo, Bruno Covas.

‘As manifestações clínicas adversas são muito leves, não tivemos nenhuma manifestação clínica que exigisse maior atenção médica, por isso é um perfil de segurança muito adequado’, disse Covas em declarações ao portal de notícias G1.

O Instituto Butantan, responsável pela produção de quase 80% dos soros e vacinas consumidas no Brasil, assinou um acordo com a Sinovac em junho para testar a vacina chamada CoronaVac em 9.000 voluntários brasileiros.

Depois dos testes, segundo Covas, os resultados são muito semelhantes aos realizados na China, onde 94,7 por cento dos mais de 50 mil voluntários que participaram nos testes não apresentaram efeitos secundários.

Se o cronograma for mantido, o governo de São Paulo mantém o dia 15 de dezembro como data marcada para o início da campanha de imunização no estado, epicentro da pandemia no país.

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Os primeiros a serem vacinados serão profissionais de saúde, seguidos de educadores e portadores de doenças crônicas.

Até o final de março deve durar a inoculação de toda a população do território. Duas doses serão aplicadas com intervalo de 14 dias.

Todo o processo depende também de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Brasil segue entre os países mais afetados pelo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, por concentrar até o momento 153.905 mortes e 5 milhões 235 mil 344 infectados.

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