Rodrigo Maia ‘afina’ e pede desculpas para Paulo Guedes

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), “afinou” nesta segunda-feira (5) para o ministro Paulo Guedes (Economia) e pediu desculpas.

Maia disse que foi ‘indelicado’ e ‘grosseiro’ com Guedes, por isso se desculpou como o ministro.

A reconciliação entre Guedes e Maia é uma péssima notícia para os servidores públicos, pois eles, juntos, têm mais força para aprovar a diabólica reforma administrativa.

O presidente da Câmara e o ministro da Economia sentaram na mesma mesa de jantar, nesta segunda, sob a testemunha de muitas autoridades.

Após a refeição, Guedes não só aceitou as desculpas de Maia como também pediu desculpas ao presidente da Câmara –“caso tenha o ofendido”.

Rodrigo Maia “afinou” para Paulo Guedes, mas, a bem da verdade, eles foram enquadrados pelo sistema financeiro.

Maia e Guedes travavam uma disputa para ver qual deles retirava mais direitos dos trabalhos e privilegiava mais os bancos. Como houve empate, então os dois resolveram se unir para ampliar as maldades.

Maia havia acusado Guedes de travar a reforma tributária enquanto Guedes acusava Maia de travar as privatizações em conluio com a esquerda.

Além dos dois “briguentos”, o jantar da reconciliação durou três horas e contou com as presenças das seguintes autoridades:

  • Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado
  • José Mucio Monteiro, presidente do TCU
  • Vital do Rêgo, ministro do TCU
  • Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo
  • Renan Calheiros, senador (MDB-AL)
  • Katia Abreu, senadora (MDB-TO)
  • Baleia Rossi (SP), líder do MDB na Câmara
  • Eduardo Braga, senador (MDB-AM)

Portanto, caro leitor, vem mais chumbo nos trabalhadores e menos direitos para a sociedade brasileira.

Globo ataca supostos “supersalários” de servidores públicos para financiar Renda Cidadã

A velha mídia faz tempo que está de olho nos salários dos servidores públicos. Os jornalões, dentre os quais o Globo, querem reduzir os vencimentos dos cerca de 1 milhão de ativos.

A medida, segundo o Globo, se aprovada, tem potencial para abrir espaço no Orçamento da União entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões.

O jornalão dos Marinho fez questão de adjetivar com o “supersalários” na manchete, porém, todos nós sabemos, a realidade é bastante distinta do que foi escrito.

A fake news do Globo (alô, fact-checking, acorda!) tem como objetivo gerar uma comoção contra os servidores. A mesma estratégia a velha mídia bolsonarista já usou na aprovação das reformas trabalhista e previdenciária.

Visando tirar direitos dos trabalhadores, na reforma trabalhista, os jornalões juraram que seriam criados 4 milhões de novos empregos; e na reforma da previdência, então, a promessa do Globo que seriam geram 6 milhões de novos postos de trabalho. Ou seja, dessas duas “vigarices” sairiam 10 milhões de empregos. Fake news, como se vê.

Paulo Guedes chama funcionário público de ‘parasita’ ao defender reforma administrativa

Agora, novamente, o ataque é contra os servidores em específico. O Globo e dos demais veículos de comunicação chapa-branca querem desmontar os serviços essenciais públicos massacrando a linha de frente, que é composta de médicos, professores, cientistas, enfermeiros, etc.

‘Por que tanta maldade assim?’, deve se perguntar o caro leitor. Dinheiro, muito dinheiro.

As empresas de comunicação, no Brasil, há muito abandonaram o jornalismo. Elas, hoje, são grupos de lobbies e de especuladores financeiros. Atuam no mercado principalmente de transferência eletrônica ou, em alguns casos, são controladas por fundos de investimento.

A meta da velha mídia é privatizar para que esses fundos assumam o fornecimento dos serviços públicos essenciais –ganhando muito mais do que ganham os pobres servidores, os bodes expiatórios da vez.

Portanto, lamentamos: isso tudo nada tem a ver com Renda Cidadã.