Ricardo Cappelli: ‘candidatos devem renunciar a favor do mais bem colocado de esquerda nas pesquisas’

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O jornalista Ricardo Cappelli, um dos ideólogos da esquerda e do PCdoB, em breve comunicado, sugeriu nesta segunda-feira (26) que todo os candidatos de esquerda devem renunciar a favor do candidato do campo mais bem colocado nas pesquisas.

Para Cappelli, a esquerda só terá chances nas capitais se estiver unida. “As pesquisas indicam que a esquerda, unida, vai ao segundo turno nas capitais”, ressalta o jornalista, que usa como paradigma a eleição na Bolívia e o plebiscito no Chile. “É possível”, afirma.

Segundo o ideólogo vermelho, com 20 dias para eleição, há como reverter e vencer nos grandes centros desde que prevaleça o projeto coletivo, a preocupação com o povo, acima de disputas mesquinhas e projetos individuais.

“A esquerda brasileira morreu?”, provoca. “PT, PCdoB, PSB, PDT e PSOL têm a responsabilidade histórica de assumir publicamente este compromisso”, exorta.

Ricardo Cappelli garante que a renúncia da pluralidade de candidaturas de esquerda, no primeiro turno, é o caminho para a esquerda chegar ao segundo turno no Brasil inteiro, impondo uma dura derrota ao fascismo.

Até agora, as direções dos partidos de esquerda não se pronunciaram.

Leia a íntegra do comunicado de Ricardo Cappelli:

ONDE ESTÁ A ESQUERDA BRASILEIRA?

Ricardo Cappelli*

As pesquisas indicam que a esquerda, unida, vai ao segundo turno nas capitais. A Bolívia e o Chile estão gritando: é possível!

O projeto coletivo, a preocupação com o povo, acima de disputas mesquinhas e projetos individuais. A esquerda brasileira morreu?

Faltam apenas 20 dias. Se esquerda ainda existir no Brasil, no dia 5 de novembro todos os candidatos devem renunciar em apoio ao candidato do campo mais bem colocado nas pesquisas.

PT, PCdoB, PSB, PDT e PSOL têm a responsabilidade histórica de assumir publicamente este compromisso.

É o caminho para irmos ao segundo turno no Brasil inteiro, impondo uma dura derrota ao fascismo.

*Ricardo Cappelli é jornalista e secretário de estado do Maranhão, cujo governo representa em Brasília. Foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) na gestão 1997-1999.