Para Requião, suposta ‘guerra da vacina’ é vigarice de Bolsonaro e da velha mídia

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O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) afirmou neste sábado (24), à tvEsmael, que a suposta ‘guerra da vacina’ não passa de uma vigarice do presidente Jair Bolsonaro e da velha mídia brasileira.

Requião disse que a encenação de uma suposta guerra visa desviar a atenção do que realmente importa para fazer o espetáculo midiático cujo principal palhaço no picadeiro é o presidente da República.

O ex-parlamentar citou o desemprego, a carestia e a volta da fome –deixados em segundo plano– que não são discutidos seriamente.

O ex-senador lamentou na entrevista que a esquerda não debata o projeto tramitando no Senado, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), que prevê autonomia do Banco Central com mandato de 4 anos para seu presidente. Segundo Requião, o líder petista no Senado estaria propondo a liberação das chaves dos cofres públicos para banqueiros e rentistas.

Requião cobrou durante a entrevista um posicionamento claro das principais lideranças oposicionistas acerca do Banco Central Independente. Ele nominou o ex-presidente Lula, o ex-governador Ciro Gomes, o governador Flávio Dino e o ex-prefeito Fernando Haddad.

“O Fernando Haddad, não, porque ele já se manifestou favorável à independência do BC”, criticou.

De acordo com Requião, só há dois lados nessa discussão do Banco Central Independente: os que são contra, e são nacionalistas; e os que são a favor, e neoliberais.

“Os que querem o Banco Central Independente são candidatos a capitães-do-mato, não a presidente da República”, destacou o ex-senador Roberto Requião.

Por fim, o velho emedebista afirmou que o projeto PLP 19/2019 de independência do Banco Central, apresentado no Senado, exige uma ação de esquerda e de oposição ao governo de Jair Bolsonaro.

Veja como foi a entrevista de Requião