Papa Francisco critica empresários que não pagam impostos

O papa Francisco falou sobre pagamentos de impostos durante o Angelus deste domingo (18). Ele asseverou que é uma tarefa de cidadão o recolhimento de tributos.

Será que a carapuça serviu para os grandes grupos econômicos brasileiros que não param de fazer lobby pela redução de impostos, fingindo gerar empregos? O que dizer dos ruralistas, das bancadas que buscam sempre isenções fiscais, tais como mídia e igrejas?

Segundo o Santo Padre, assim como o pagamento de impostos é um dever do cidadão, o mesmo acontece com a afirmação da “primazia de Deus na vida e na história humana, respeitando o direito de Deus ao que lhe pertence”.

O pontífice citou a passagem do Evangelho de São Mateus, na qual Jesus luta contra a hipocrisia de seus adversários que o elogiam, e recordou que ele sabia que queriam “colocá-lo em apuros ao fazer-lhe a pergunta insidiosa: ‘É lícito, ou não, pagar imposto a César?’”.

“Porém, Jesus conhece a malícia e sai da armadilha. Pede a eles que lhe mostrem a moeda do imposto, ele a toma em suas mãos e pergunta: de quem é esta imagem impressa. Eles respondem que é de César, ou seja, do Imperador. Então Jesus responde: ‘Devolvei o que é de César a César e a Deus o que é de Deus’.”

E então ele explicou: “Com esta resposta, Jesus coloca-se acima da polêmica. Por um lado, ele reconhece que o imposto a César deve ser pago, porque a imagem na moeda é sua; mas, acima de tudo, ele lembra que cada pessoa traz dentro de si uma outra imagem, a de Deus, e por isso é a Ele, e somente a Ele, que todos estão endividados com sua própria existência”.

Francisco ponderou que nesta sentença “encontramos não apenas o critério da distinção entre as esferas política e religiosa, mas também diretrizes claras para a missão dos crentes de todos os tempos, até mesmo para nós hoje”.

A pergunta que não quer calar, então: depois desse sermão do papa Francisco, com que cara os empresários irão reivindicar desonerações disso e daquilo ao governo?

Essa turma da desoneração –de ricos que odeiam pagar impostos– vai acabar excomungada pelo Santo Padre.

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