Norte-americanos que melhoraram a teoria dos leilões ganham o Nobel de Economia 2020

Os norte-americanos Paul R. Milgrome e Robert B. Wilson, professores na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, ganharam o Prêmio Nobel de Economia 2020. Eles foram premiados por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões.

“Os vencedores deste ano estudaram como funcionam os leilões. Eles também usaram seus insights para criar um novo leilão e formatos para bens e serviços que são difíceis de vender de uma forma tradicional, como frequências de rádio. Suas descobertas beneficiaram vendedores, compradores e contribuintes de todo o mundo. Os leilões estão por toda a parte e afetam o nosso dia a dia”, disse nesta segunda-feira (12) a Real Academia de Ciências da Suécia, entidade que concede a premiação.

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Uma das descobertas de Milfrom e Wilson é que a oferta feita de forma racional tende a ser abaixo da melhor estimativa sobre o valor comum por causa da preocupação com a chamada “maldição do vencedor”, ou seja, pagar em excesso e, por isso, ter prejuízo.

Além disso, ambos criaram o conceito de venda de licenças de frequência de telecomunicações nos EUA e trabalharam nos mecanismos de alocação de slots de pouso em aeroportos.

Os norte-americanos vão dividir o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões).

O Nobel de Economia não fazia parte do grupo original dos cinco prêmios (Química, Física, Medicina, Literatura e Paz) estabelecidos no testamento de 1895 do industrial e inventor da dinamite Alfred Nobel. Ele foi criado pelo banco central da Suécia e concedido pela primeira vez em 1969.

Com informações do G1

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