Moro adiciona gasolina na polêmica do fim da Lava Jato

O ex-juiz Sérgio Moro fez do fim da Lava Jato, anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro, um palanque político com vistas às eleições de 2020.

O ex-magistrado da Lava Jato tem intensificado críticas ao governo e aos ministros do Supremo, embora veladas, enquanto crescem os rumores de que ele irá se mudar para os Estados Unidos.

No entanto, Moro adicionou mais gasolina na manhã desta quinta-feira (8) à polêmica da extinção da Segunda Turma e a transferência das ações penais para o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Importante iniciativa do STF de levar ao Plenário os inquéritos e ações penais”, elogiou Sérgio Moro. “Essa mudança dará mais homogeneidade às decisões da Corte”, disse o ex-juiz.

Moro estaria prestes a ser julgado no STF pela sua falta de imparcialidade, no caso tríplex do ex-presidente Lula. O habeas corpus tramita na corte há 2 anos.

Com a decisão do STF, de levar os processos a plenário, Sérgio Moro ganha sobrevida e Lula fica mais distante da disputa presidencial de 2022. Até que os ministro do Supremo provem o contrário.

Note o caríssimo leitor que nesse último post, o ex-juiz Sérgio Moro “esqueceu” do fim da Lava Jato –anunciado com pompa e circunstância por Bolsonaro– para cuidar de interesse próprio, que é o julgamento do habeas corpus que pede a sua suspeição e a nulidade da sentença que condenou Lula.

Ou seja, o moço da Lava Jato se transformou em um “monstro do pântano” que luta pelo poder a qualquer custo –embora ele negue ser protagonista desse filme de horror.

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Na calada da noite desta quarta (7), o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro rompeu o silêncio para fazer uma solene declaração acerca da polêmica fala do presidente Jair Bolsonaro sobre o fim da Lava Jato.

Moro disse que não tem dúvidas que as tentativas de acabar com a Lava Jato representam a volta da corrupção.

Segundo o ex-juiz, o fim da força-tarefa seria o triunfo da velha política e dos esquemas que destroem o Brasil e fragilizam a economia e a democracia.

“Esse filme é conhecido”, disse Moro. “Valerá a pena se transformar em uma criatura do pântano pelo poder?”, perguntou o há pouco ministro da Justiça.

O diabo é que Moro se entregou à velha política, em 2018, quando ele se propôs a prende Lula para facilitar a vitória de Jair Bolsonaro.

Ato contínuo, o então juiz da Lava Jato deixou a toga para se transformar nessa criatura do pântano –seduzido pela ideia de poder.

Na tarde de hoje, Bolsonaro afirmou que acabou com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo.

“Acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo”, disse o piadista dublê de presidente.

Certamente, se ainda estivesse no governo, Sérgio Moro riria da piada de mau gosto e bateria palminhas para o chefe.

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