Ministro da Educação anuncia que educação pode perder até R$ 1,4 bilhão para emendas parlamentares

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, pode cortar R$ 1 bilhão da educação básica e atingir também os livros didáticos e o transporte escolar.

De acordo com o ministro, os cortes no MEC e a retirada de dinheiro da educação se deve “em grande parte” para pagar emendas parlamentares. Ele confirmou a disposição do governo Jair Bolsonaro durante uma audiência que monitora as ações da educação no Congresso Nacional.

Os cortes do MEC atingiriam os seguintes investimentos na educação:

  • livros didáticos
  • transporte escolar
  • reformas de escolas
  • compra de móveis
  • educação profissional
  • tecnologia

A proposta que o governo encaminhou ao Congresso Nacional prevê o corte R$ 1,4 bilhão do orçamento atual do Ministério da Educação para redirecionar a obras federais, ou seja, às emendas parlamentares empenhadas pelo presidente Jair Bolsonaro em troca de votações favoráveis ao Palácio do Planalto.

Funciona assim, por exemplo: Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, querem “passar a boiada” do fim da aposentadoria, mas isso tem um custo a ser pago para compensar o desgaste político de deputados e senadores. É o famoso toma-lá-dá-cá entre governo e parlamento.

Ao invés de o governo tirar esse dinheiro do pagamento dos juros e amortizações da dívida interna, Bolsonaro e Guedes preferem deixar intactos os privilégios de bancos e atacam a verba da educação, às vezes da saúde, de aposentados, pensionistas e deficientes.

O atual governo é desumano e contra a educação. E o atual ministro, Milton Ribeiro, é muito fraco, sofrível. Mas está à altura do bolsonarismo, reconheçamos.

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