Ministro Barroso manda afastar o senador do “cofrinho” por 90 dias

O ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) do cargo por 90 dias.

O senador foi alvo de uma operação da Polícia Federal na quarta-feira (14) em Roraima e pego escondendo dinheiro entre as nádegas

A determinação de Barroso será enviada ao Senado, a quem cabe acatar (ou não) a decisão do ministro sobre o afastamento do parlamentar.

O senador foi alvo de operação da Polícia Federal autorizada pelo STF e deflagrada na quarta-feira (14) em Roraima. Durante as buscas, o político foi flagrado com dinheiro na cueca.

O STF autorizou sete mandados e um foi cumprido contra o senador em Boa Vista, capital de Roraima. O parlamentar é investigado pela Operação Desvid-19, que apura desvios de mais de R$ 20 milhões em emendas parlamentares destinadas à Secretaria de Saúde do estado.

Ao decidir pelo afastamento, o ministro Barroso apontou a “gravidade concreta” do caso e diz que Rodrigues deve ser impedido de utilizar o cargo para atrapalhar as investigações.

“A gravidade concreta dos delitos investigados também indica a necessidade de garantia da ordem pública: o Senador estaria se valendo de sua função parlamentar para desviar dinheiro destinado ao enfrentamento da maior pandemia dos últimos 100 anos, num momento de severa escassez de recursos públicos e em que o país já conta com mais de 150 mil mortos em decorrência da doença”, afirma Barroso.

“Pelas razões expostas, decreto o afastamento do Senador Francisco de Assis Rodrigues (‘Chico Rodrigues’) de seu mandato eletivo pelo prazo de 90 dias, com possibilidade de renovação, se necessária, bem como a proibição de contato com os demais investigados até a finalização do inquérito”, diz o documento.

Agora, resta saber se o presidente do senado, Davi Alcolumbre, que é do mesmo partido de Chico Rodrigues, vai dar sequência na determinação do Supremo.

Rodrigues afirmou em nota que acredita “na justiça divina” para se dizer tranquilo em relação à apreensão.

“Acredito na justiça dos homens e na Justiça Divina. Por este motivo, estou tranquilo com o fato ocorrido hoje em minha residência em Boa Vista, capital de Roraima. A Polícia Federal cumpriu sua parte em fazer buscas em uma investigação na qual meu nome foi citado. No entanto, tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate à covid-19 na saúde do Estado.”

O parlamentar disse ainda que tem “um passado limpo e uma vida decente. Nunca me envolvi em escândalos de nenhum porte”.

Com informações do G1. 

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