Lava Jato é alvo de ataques durante campanha eleitoral na “República de Curitiba”

Uma regra futebolística diz que sofrer um gol em casa equivale a dois. Na política idem. E é isso que está acontecendo com a Lava Jato durante a campanha eleitoral na “República de Curitiba”.

A força-tarefa que outrora foi comandada pelo ex-juiz Sérgio Moro e pelo procurador Deltan Dallagnol virou alvo de candidatos do PSOL e do PT nas eleições de 2020 da capital paranaense.

Nesta semana, por exemplo, a candidata do PSOL Isis da “Família Passos Talquey” publicou um vídeo chutando os países baixos dos conservadores, quebrou uma placa da “República de Curitiba” e ainda declarou instalada a “Comuna de Curitiba” nesse período.

Também houve manifestação clara da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, pedindo para que os curitibanos votem contra a Lava Jato e sugeriu o advogado Felipe Magal como candidato anti-Lava Jato.

Além desses dois, tem ainda a jovem Ana Júlia que estreia propondo “ocupar a política”. Em 2016, ela foi protagonista das ocupações de escolas no Paraná. Se destacou após antológico discurso na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) cujo registro, na época, foi realizado em primeira mão pelo Blog do Esmael.

Recentemente, Ana Júlia levou bolsonaristas à beira da loucura projetando “Fora Bolsonaro” em prédios no Centro de Curitiba.

Mas há quem defenda a Lava Jato em Curitiba, caríssimo leitor. O empresário da noite Fábio Aguayo, candidato a vereador pelo PSL, tem levado a mensagem de Moro e Deltan aos “inferninhos” da capital paranaense.

Aguayo disse nesta quarta-feira (28), por meio de nota, que tem bom trânsito em diferentes setores e é resultado da “ausência de preconceito”.

O empresário afirmou que habita todos os ambientes, referindo-se à “frente ampla” formada com membros da Lava Jato e donos de “inferninhos”. “Minha vida sempre foi assim”, disse, referindo-se à amplitude de suas alianças.

“Tenho tolerância, paciência, respeito as pessoas. Devemos valorizar quem trabalha”, completou Fábio Aguayo, candidato do ex-ministro Sérgio Moro.

As perguntas que não querem calar são:

1- será que o partido da Lava Jato tem força para eleger um vereador em Curitiba?
2- quantos os anti-lavajatistas conseguirão levar ao Olimpo, isto é, eleger à Câmara de Vereadores?

Daqui a 19 dias, na eleição, eu conto o resultado para você.

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