João Santana, ex-marqueteiro do PT, defendeu chapa Ciro e Lula em 2022 no Roda Viva

Ex-marqueteiro do PT João Santana foi o entrevistado no programa Roda Viva desta segunda-feira (26), pela TV Cultura. O Blog do Esmael transmitiu a atração ao vivo.

A entrevista foi frustrante para a bancada de entrevistadores porque ela esperava um João Santana antipetista, com dor de dente e raivoso com a vida.

Santana surpreendeu ao dizer que “Lula não precisa de um banho de urna. Ele não pode ganhar, nem perder a eleição. Ele pode ser o melhor vice.”

O ex-marqueteiro defendeu abertamente uma chapa com Ciro Gomes (PDT) na cabeça e Lula (PT) na vice, citando como experiência positiva a eleição na Argentina, onde a ex-presidente Cristina Kirchner foi eleita vice.

João Santana também deixou sua impressão, “sem mágoa e rancor”, acerca do ex-juiz Sérgio Moro (seu algoz) como político. “Moro é ótimo como pré-candidato, mas péssimo como candidato. Ele não é do ramo”, fulminou.

Para o ex-marqueteiro do PT, se não prosperar a chapa Ciro-Lula, os petistas podem voltar ao poder com uma chapa puro-sangue tendo Jaques Vagner na cabeça e Lula na vice.

João Santana não tem dúvidas de que o presidente Jair Bolsonaro, em 2022, não será reeleito porque ele foi um acidente da história.

Sobre a entrevista no Roda Viva

Em primeira entrevista desde 2016, quando foi preso pela Operação Lava Jato, o Roda Viva de hoje recebe o jornalista, músico, escritor e publicitário João Santana.

Participam da bancada de entrevistadores Fábio Zanini, repórter especial do jornal Folha de S. Paulo; Malu Gaspar, jornalista da revista Piauí; Guilherme Amado, jornalista da revista Época e da Rádio CBN; Débora Bergamasco, repórter do SBT Brasil; e Fernando Rodrigues, diretor de redação do Poder360.

Com uma trajetória que passa pelas redações de grandes jornais e revistas, pela música e pela literatura, João Santana acabou se consagrando no marketing político ao acumular um recorde de vitórias em campanhas eleitorais.

João Santana elegeu oito presidentes, incluindo Lula, em 2006, apesar do Mensalão, e Dilma em 2010 e 2014.

No exterior, o publicitário comandou campanhas vencedoras em quatro países, incluindo a eleição de Hugo Chávez, em 2012, e Nicolás Maduro, em 2013, na Venezuela.

Detido pela Operação Lava Jato em fevereiro de 2016, foi solto em agosto do mesmo ano, após o pagamento de fiança e a assinatura de acordo com a Justiça. Admitiu o uso de Caixa 2 e teve sua colaboração premiada homologada pelo STF, em 2017.

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