Flordelis: Justiça determina prazo de 48 horas para uso de tornozeleira eletrônica

A deputada federal Flordelis dos Santos foi intimada a se apresentar na Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para colocar a tornozeleira eletrônica em 48 horas. A parlamentar recebeu a intimação às 19 horas de terça-feira (6), fora do horário do expediente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), em sua casa em Niterói.

No final de agosto, a deputada foi indiciada como mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, que aconteceu na garagem da casa da família, em Niterói, em junho de 2019, mas não pode ser presa em razão de sua imunidade parlamentar.

As medidas cautelares foram solicitadas pelo Ministério Público (MPRJ) e decididas pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, titular da 3ª Vara Criminal de Niterói, no último dia 18 de setembro.

A decisão pelo monitoramento eletrônico aconteceu, segundo a decisão judicial, devido à dificuldade de localização de Flordelis, tanto para a citação no processo, quanto para sua notificação pela Câmara dos Deputados, além da intimidação à uma testemunha após terem jogado um explosivo no quintal dela.

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Polícia diz que deputada Flordelis mandou matar o marido

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) é a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ela foi denunciada à Justiça por cinco crimes.

Nesta segunda-feira (24), equipes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI) e do Ministério Público Estadual do Rio prenderam nove envolvidos no assassinato. Quatro filhos do casal foram presos em casa, em Pendotiba, Niterói, na Região Metropolitana. A ação desta segunda-feira foi chamada de Operação Lucas 12.

O delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, chefe do Departamento de Homicídios, afirmou em entrevista ao telejornal Bom Dia Rio que “a investigação chegou a esta conclusão: que ela planejou esse assassinato covarde. Motivação é porque ela estava insatisfeita com a forma que o pastor Anderson tocava a vida e fazia a movimentação financeira da família”.

Flordelis não pôde ser presa na operação por ter foro privilegiado. Antônio Ricardo disse que encaminhou o caso para o Superior Tribunal de Justiça.

“O parlamentar tem a sua imunidade. Ele só pode ser preso em flagrante, por crime inafiançável. Então, ela responderá pelo crime, como mandante. E nós também pedimos medidas cautelares”, destacou o delegado.

O delegado frisou que não há dúvidas de que a deputada planejou o assassinato por questões financeiras.

“Ela planejou esse assassinato covarde. Motivação é porque ela estava insatisfeita com a forma que o pastor Anderson tocava a vida e fazia a movimentação financeira da família” disse Antonio Ricardo.

Segundo a Polícia Civil, Flordelis foi indiciada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada. A DHNSGI encaminhará para a Câmara dos Deputados uma cópia do inquérito com o resultado da investigação, para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis. O procedimento poderá levar ao afastamento da parlamentar para que ela responda pelo crime na prisão.

Os agentes estão em endereços na capital do Rio, em Niterói e São Gonçalo, na região Metropolitana do Rio, e em Brasília, no Distrito Federal. Foram expedidos nove mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra 11 envolvidos no crime.

Sobre o assassinato

Anderson do Carmo foi assassinado dentro da própria casa no bairro Badu, em Niterói, no dia 16 de junho do ano passado. Na ocasião, Flordelis disse que o pastor teria sido morto durante um assalto.

*Com informações de O Globo

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