Efeito Bolsonaro: até o preço da banana subiu 60% para o consumidor

Não está fácil ser pobre nos dias de hoje. Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual do Centro-Oeste, na região de Guarapuava, mostra que a banana está 60% mais cara no Paraná. A fruta é gênero alimentício indispensável na dieta dos brasileiros.

Para muitos consumidores, a banana substitui a “mistura”, ou seja, na falta de carne e ovo, as pessoas comem a fruta para inteirar sua refeição.

A disparada no preço do óleo de soja também assusta os consumidores. Está 40% mais caro nas gôndolas dos supermercados, segundo leitores do Blog do Esmael.

No mês passado, o preço do arroz assustou os brasileiros e o presidente Jair Bolsonaro pediu para que as pessoas substituíssem o produto pelo macarrão.

Já o preço do leite acumula alta de 42% em 2020 e deve subir ainda mais, segundo  boletim do leite do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Além dos alimentos, em si, também contribui para a carestia o aumento dos combustíveis. No sábado (10), o governo autorizou a Petrobras reajustar em 4% o preço da gasolina e 5% do diesel.

É vigarice dos meios de comunicação e do governo federal atribuírem o aumento dos preços à sazonalidade da produção, aumento do dólar ou ao auxílio emergencial. Há um mês, o jornalista Luis Nassif explicou bom brilhantismo que Bolsonaro e Paulo Guedes (Economia) não cuidaram do estoque de alimentos, deixou a tarefa para as raposas do agronegócio.

Enfim, o aumento no preço da comida é parte do “Efeito Bolsonaro”. A tendência é que a crise se aprofunde com o fim do auxílio emergencial e 66 milhões de brasileiros não tiverem o que comer, a partir de janeiro de 2021.

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