Doria cogita aderir ao ‘Fora Bolsonaro’ após decisão da Lava Jato

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cogita aderir ao movimento político que pede o ‘Fora Bolsonaro’ após a decisão do ex-decano da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, anunciar apoio pela saída do presidente Jair Bolsonaro.

Doria, em particular, anda às turras com o presidente. A última carraspana entre ambos ocorreu esta semana por conta da compara –e posterior suspensão– de 46 milhões de doses da vacina chinesa CoronaVac.

Ainda como ingrediente dessa briga entre Doria e Bolsonaro, acerca da vacina contra a doença desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, surgiu também o apresentador José Luiz Datena, do Brasil Urgente, que bateu boca com o governador tucano:

Datena – “Governador, se o pior já passou, por que tanta pressa para comprar a vacina?”
Doria – “Você não é médico!”
Datena – “Nem o Senhor!”

Como o leitor vê, os nervos estão à flor da pele.

O apresentador Datena, ao que parece, voltou a flertar com o bolsonarismo e com Bolsonaro.

Em sua última aparição pública, nesta sexta-feira (24), Bolsonaro disse que Doria é um projeto autoritário de poder ao se referir à vacinação compulsória proposta pelo governador paulista.

Bolsonaro afirma que não é preciso vacinar todos, somente aqueles que queiram receber a dose da vacina.

Para o governador João Doria, no entanto, a posição do presidente se configura em ‘crime de responsabilidade’ passível de impeachment.

A presença de Doria no palanque do ‘Fora Bolsonaro’ seria a fórmula para Globo manter a censura ao ex-presidente Lula e demais oposicionistas ao modelo neoliberal.

Já os bolsonaristas acreditam piamente que o governador tucano é “comunista” e está a serviço dos interesses chineses e que a vacina contém genes de Mao Tse-tung e Vladimir Lênin.

Na prática, Doria, Lava Jato, PT e Lula concordam tacitamente com uma única coisa: está na hora de colocar Bolsonaro para fora da Presidência da República.

Portanto, aos poucos, vai se formando um consenso na sociedade de que Bolsonaro é mais nocivo do que o próprio vírus.

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