Bolsonaro demite o porta-voz da Presidência

O porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, foi exonerado do cargo. Em agosto, o governo anunciou que o posto seria desativado com a criação do Ministério das Comunicações. A exoneração foi publicada hoje (7) no Diário Oficial da União e assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto.

Até integrar a equipe do presidente Jair Bolsonaro, em janeiro de 2019, o general era o chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, cargo que ocupava desde 2014. Nessa função, Rêgo Barros era um dos principais assessores do então comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que também havia deixado o posto para integrar a equipe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a convite do presidente.

Em 2019, o porta-voz costumava falar diariamente com a imprensa no Palácio do Planalto, atualizando informações do governo e respondendo perguntas dos jornalistas. Em 2020, entretanto, o briefing diário não aconteceu mais, mesmo antes da pandemia de covid-19.

Rêgo Barros é general de divisão do Exército e passou para a reserva em julho do ano passado. Já foi assessor da extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), onde participou da organização do livro Desafios Estratégicos para a Segurança e Defesa Cibernética. Atuou na Cooperação Militar Brasileira no Paraguai e na missão de paz das Nações Unidas no Haiti, a Minustah.

Entre as missões como oficial general, Rêgo Barros comandou a força de pacificação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, e a segurança da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Natural de Recife, o ex-porta-voz da Presidência tem 60 anos e ingressou na carreira militar em 1975, como aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Exército.

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Veja os 10 ministros que já deixaram o governo Bolsonaro

Abraham Weintraub

Abraham Weintraub deixou o Minstério da Educação no dia 18 de junho Ele foi nomeado no cargo de diretor-executivo do grupo de países, conhecido como constituency, que o Brasil lidera no Banco Mundial. Ele foi o 10º ministro a deixar o primeiro escalão do governo Bolsonaro.

Nelson Teich

Saiu em 15 de maio, Teich deixou a pasta pouco antes de completar um mês. Ele teve divergências com o presidente Bolsonaro por opiniões sobre o combate ao coronavírus no Brasil. Teich era a favor do distanciamento social, enquanto Bolsonaro defende que apenas pessoas do grupo de risco fiquem em isolamento. Além disso, o ex-ministro da Saúde disse que a cloroquina deveria ser utilizada com restrições. O presidente, por sua vez, é um dos principais defensores do medicamento.

Sergio Moro

Sergio Moro pediu demissão do cargo no dia 24 de abril após a exoneração de Maurício Valeixo da diretoria-geral da Polícia Federal. Ele acusa Bolsonaro de ter interferido nos trabalhos da Polícia Federal, o que fez com que uma investigação fosse aberta contra o presidente. O ex-AGU André Luiz Mendonça assumiu a pasta.

Luiz Henrique Mandetta

Luiz Henrique Mandetta deixou o Ministério da Saúde no dia 16 de abril. O médico gaúcho foi demitido do cargo após conflitos com o presidente durante a condução da crise causada pelo novo coronavírus. Enquanto Bolsonaro queria que o País voltasse a funcionar e as pessoas continuassem trabalhando, o ministro defendia o isolamento social e pedia para que os brasileiros ouvissem os governadores estaduais, que, em maioria, assumiram posição contrária à do presidente.

Osmar Terra

Osmar Terra deixou o Ministério da Cidadania no dia 13 de março, sendo substituído por Onyx Lorenzoni, até então ministro da Casa Civil. O desgaste entre Terra e Bolsonaro começou quando o presidente decidiu transferir a Secretaria Especial da Cultura para o Ministério do Turismo em meio a uma crise na pasta.

Gustavo Canuto

O ex-ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, pediu demissão do cargo em 6 de fevereiro. Quem assumiu a pasta foi o então secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Canuto foi nomeado presidente da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev).

Floriano Peixoto

O general Floriano Peixoto Vieira Neto saiu da Secretaria-Geral da Presidência em 21 de junho do ano passado e foi nomeado presidente dos Correios. Jorge Antônio de Oliveira Francisco, advogado, major da reserva da PM e subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, assumiu o cargo.

Santos Cruz

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz deixou o cargo de ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República por decisão do presidente Jair Bolsonaro em 13 de junho de 2019, primeira baixa militar. Ele foi substituído pelo general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, comandante militar do Sudeste.

Ricardo Vélez

Ministro da Educação, Ricardo Veléz Rodriguez foi demitido em 8 de abril, após conflitos no Ministério da Educação provocados por desentendimentos entre assessores. Ele foi substituído por Abraham Weintraub.

Gustavo Bebianno

Gustavo Bebianno, que era ministro da Secretaria-Geral da Presidência, foi demitido em 18 de fevereiro de 2019 após desentendimentos com o presidente e seu filho Carlos Bolsonaro.

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