Você acredita em vida após a morte? Roda Viva promete ressuscitar FHC na próxima segunda-feira

O programa Roda Viva tentou ressuscitar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o FHC, na segunda-feira (28), em comemoração aos 34 anos da atração na TV Cultura de São Paulo. O Blog do Esmael vai transmitir a atração ao vivo para o Brasil e mundo, a partir das 22 horas.

Nessa fase esotérica, metafísica e de reencarnação, o Roda Viva também promete ressuscitar para entrevistar o tucano ex-âncoras do Roda Viva.

Foram convidados para sabatinar FHC os seguintes jornalistas: Daniela Lima, Heródoto Barbeiro, Rodolpho Gamberini, Matinas Suzuki e Paulo Markun (remotamente).

Na entrevista da próxima segunda-feira, FHC terá a oportunidade de explicar aos entrevistadores por que se arrependeu de ter defendido a volta da reeleição. Foi no governo de Fernando Henrique que a emenda da reeleição foi “adquirida” junto ao Congresso Nacional.

Lançado em 1986, o Roda Viva está completando 34 anos no ar.

O programa da TV Cultura de São Paulo é amplamente reconhecido como um dos mais tradicionais e respeitado espaço de debates na televisão brasileira.

Desde a primeira entrevista com o então senador Paulo Brossard, em setembro de 1986, passaram pelo Roda Viva os grandes nomes da política – presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados, ministros de Estado – da Economia, da Educação, da Cultura, e das Artes.

Atualmente, o programa Roda Viva é apresentado pela jornalista Vera Magalhães.

Sobre Fernando Henrique Cardoso, o FHC

FHC foi presidente da República em dois mandatos, entre 1995 e 2002, além de ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco, quando começou a ser desenhado o Plano Real, que iria controlar a inflação e estabilizar a economia do país. No mesmo governo, exerceu o cargo de ministro das Relações Exteriores.

FHC deixou o governo em 31 de dezembro de 2022 com 26% de aprovação, segundo o Datafolha.

Fernando Henrique iniciou a carreira política no Senado, em 1983, ao assumir a cadeira de Franco Montoro, de quem era suplente e que havia sido eleito para o governo de São Paulo. Em 1986, foi reeleito com mais de 6 milhões de votos, depois de participar ativamente da campanha pelas Diretas Já, que visava uma transição pacífica do regime militar para a democracia.

FHC foi um dos fundadores do PSDB e ideólogo de tucanos como Aécio Neves (MG), Beto Richa (PR), José Serra (SP) e Geraldo Alckmin (SP).

Sociólogo, cientista político e professor universitário, o ex-presidente escreveu mais de 20 livros, entre outros A Arte da Política, a História que vivi; Cartas a um Jovem Político – para construir um Brasil Melhor; e Carta aos Brasileiros; além de tratados sobre sociologia e política.

FHC fora um dos entusiastas da teoria da dependência segunda a qual existe uma relação de subordinação entre países no sistema capitalista.

Pela teoria da dependência, países dependentes como o Brasil não conseguiriam criar uma economia forte o suficiente para ter um desenvolvimento autônomo, independente das economias centrais, em parte exatamente porque existe essa relação de subordinação entre as duas partes.

Formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, especializou-se em Sociologia, obteve um doutorado e tornou-se professor de Ciência Política, na USP.

Após o golpe militar de 1964, ele partiu para o exílio no Chile, onde viveu por três anos. Em seguida, mudou-se para a França, onde passou a lecionar na Universidade de Paris. Mais tarde, transferiu-se para os Estados Unidos, onde se tornou professor nas universidades de Stanford e Berkeley. De volta à Europa, lecionou em Cambridge, na Inglaterra, e na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, na França.

Fernando Henrique é detentor de 29 títulos de Doutor Honoris Causa, concedidos por universidades do Brasil, Europa e Estados Unidos.

A título de comparação, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, tem 36º título de Doutor Honoris Causa. O petista deixou a Presidência da República, em 2011, com 87% de aprovação.

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