Veja como será o nome da força-tarefa substituta da Lava Jato

Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Unac). Esse é o nome da futura força-tarefa que irá substituir a Lava Jato, que será extinta em janeiro de 2021, após seis anos de desserviço ao País.

A substituta da Lava Jato estaria rigorosa e verticalmente ligada à a Procuradoria-Geral da República (PGR) para evitar que haja forças autônomas, independentes, como a que surgiu em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os integrantes das forças-tarefa são nomeados pelas Procuradorias regionais, e cabe à PGR apenas chancelar a exclusividade dos procuradores ou a continuidade do funcionamento de cada força tarefa.

Em discussão no Conselho Superior do MPF, a Unac ainda carece de aprovação.

No novo formato da Unac, substituta da Lava Jato, o PGR teria mais influência nas grandes investigações: ele indicaria o coordenador da unidade e o responsável por cuidar do arquivo de provas de todas as investigações de que o órgão participar no País.

Outro modelo analisado é o dos Gaecos (grupos especializados em crimes) cujas experiências federais ainda são preliminares no Paraná e Paraíba, segundo a PGR.

Mais do que ter sua estrutura funcional alterada é importante que a Lava Jato deixe de atuar política e ideologicamente contra adversários políticos. Não pode a força-tarefa, com que nome tenha, seja uma divisão de exceção para perseguir o ex-presidente Lula e o PT, ou interferir no resultado das eleições presidenciais.

Há diversos indícios que a Lava Jato, nos seus 6 anos de existência, atuou dentro da ilegalidade, contra a Constituição e a República. Parte de seus integrantes cometeram crimes em nome do suposto combate ao crime.

Como diria FHC, assim não dá.

Moro é intimado para depor contra Bolsonaro no inquérito das fake news

O ex-juiz Sérgio Moro foi intimado nesta sexta-feira (18) para depor na Polícia Federal contra os movimentos bolsonaristas considerados antidemocráticos.

A informação é do advogado Rodrigo Sánchez Rios, que representa o ex-juiz da Lava Jato.

Moro vai depor como testemunha no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a organização e o financiamento de supostos atos antidemocráticos.

Esses movimentos de extrema direita apoiam o presidente Jair Bolsonaro e suas ações beneficiaram o inquilino do Palácio do Planalto.

Trata-se do inquérito das fake news surgido após críticas de bolsonaristas a ministros do STF e do Congresso Nacional.

“A oitiva é motivada em razão de ele ter ocupado, à época dos fatos, a titularidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, esclareceu Sánchez Rios.

O depoimento irá ocorrer daqui duas semanas, no dia 2 de outubro, na superintendência da Polícia Federal de Curitiba.

Os jornalões da velha mídia corporativa querem pegar uma carona no inquérito do Supremo para criminalizar publicações de extrema direita, que, de acordo com a Constituição, têm direito à liberdade de expressão.

Para Globo, Folha, Estadão e demais veículos da velha mídia, a criminalização –rotulando todas as opiniões como “fake news” dissonantes– sobraria mais dinheiro do governo para eles.

O que a velha mídia chama de “fake news”, na esperteza, o Blog do Esmael considera tentativa de “censura” àqueles que fazem contraposição ao status quo, à ditadura da opinião única.

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