Tribunal Regional do Trabalho suspende partida entre Flamengo e Palmeiras

A partida entre Flamengo e Palmeiras marcada para domingo (27) pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, no Allianz Parque, em São Paulo, foi suspensa por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) da 1ª Região.

O TRT acatou o pedido do Sindicato dos Empregados em Clubes do Estado do Rio de Janeiro (SindeClubes), que entrou com uma ação civil pública, na sexta-feira (25). Por conta da decisão, há uma multa de R$ 2 milhões em caso de descumprimento do Flamengo ou da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a ser repassado para instituições de saúde no combate a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O Flamengo tem 19 jogadores infectados com Covid-19, além dos membros da comissão técnica, do departamento de futebol e dirigente. O surto de contágio ocorreu durante a passagem da delegação pelo Equador, em partida com o Barcelona de Guayaquil, no último dia 17 deste mês, pela Libertadores.

Jogadores infectados: Noga, Pepê, Rodrigo Muniz, Gabriel Batista, Isla, Matheuzinho, Rodrigo Caio, Léo Pereira, Thuler, Gustavo Henrique, Renê, Filipe Luís, Willian Arão, Gomes, Diego, Everton Ribeiro, Vitinho, Bruno Henrique e Michael.

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De acordo com o secretário geral, Walter Feldman, a hipótese criaria um “desequilíbrio inaceitável” no Brasileirão.

Com média móvel de 693 óbitos por dia no Brasil por conta do Covid, se depender da CBF a volta do público aos estádios não acontecerá tão cedo. O dirigente da entidade disse que enquanto os outros estados e municípios do país ainda proíbem esta volta, a CBF será contra, pois isso gera um “desequilíbrio inaceitável” no Brasileirão.

Há uma semana, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), disse que estava autorizada a volta de público apenas no Maracanã a partir de 4 de outubro, dia em que o Flamengo enfrentará o Athletico-PR.

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Na última quinta-feira (24), os clubes da série A se reuniram virtualmente com a entidade para debater sobre o assunto. E Feldman revelou que apenas o Flamengo foi favorável ao retorno do público nos estádios e ainda deu a famosa alfinetada ao time da Gávea. Para ele, a proposta do Rubro-Negro é equivocada e fere o princípio de isonomia.

Isonomia é igualdade material. Ela assegura às pessoas oportunidades iguais, considerando suas condições diferentes. Por isso, é frequentemente traduzida na frase: “tratar desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”.

De acordo com Walter Feldman, poderemos ter a volta de público no início do segundo turno do Brasileirão, no dia 7 de novembro. No momento, autoridades de saúde de diversos municípios com times na Série A vetam a reabertura das arquibancadas.

Vale lembrar às aqueles que têm memória curta que o Flamengo (único a favor da volta ao público aos estádios) vive um surto de Covid-19 no elenco, comissão técnica e dirigentes depois da viagem ao Equador para os jogos na Libertadores com mais de 30 casos confirmados até o momento. Mas parece que isso não é motivo suficiente para o rubro-negro carioca repensar sobre o caso que mantém sua posição sobre o assunto.

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