PF faz buscas em gabinete do governador Helder Barbalho e prende assessores

A Polícia Federal realiza buscas no gabinete do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), na manhã desta terça-feira. Os mandados são cumpridos no âmbito da Operação S.O.S, para desarticular suposta organização criminosa dedicada a desvios de recursos da Saúde destinados a contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos do Pará, dentre eles os hospitais de campanha para o combate à pandemia do novo coronavírus.

A operação, feita com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, cumpre cerca de 300 mandados em endereços na capital paulista e em Goiás, sendo 76 ordens de prisão. A maior parte dos pedidos foram assinados por juízes no interior paulista, mas 12 delas foram autorizadas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão.

A PF afirma que a operação busca esclarecer 12 contratos firmados entre o Pará e organizações sociais na área da saúde, que administram hospitais públicos no estado. O valor dos contratos, válidos de agosto de 2019 a maio de 2020, é de R$ 1,2 bilhão, conforme os investigadores.

Os alvos da operação são suspeitos de ter cometido os crimes de fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A PF pediu também mandado de busca e apreensão contra o governador, mas o STJ indeferiu a solicitação.

A PF tem realizado constantes operações contra governadores e prefeitos neste período de pandemia de Covid-19.

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Isso a Globo mostra: MP denuncia Flávio Bolsonaro e Queiroz por “rachadinha” na Alerj

A TV Globo vai mostrar, daqui a pouco, a partir das 20h30, no Jornal Nacional, que o Ministério Público do Rio (MP-RJ) denunciou nesta segunda-feira (28) ao Tribunal de Justiça do Rio o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar no período em que foi deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

A emissora dos Marinho blindou o ministro da Economia, Paulo Guedes, e presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio. No entanto, o telejornal apresentado pelos jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos está liberado para descer a borduna nas “crias” e nos ministros do governo.

Dito isso, Flávio Bolsonaro foi apontado como líder da organização criminosa, e Queiroz, como o operador do esquema de corrupção que funcionava no antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio. Ambos foram acusados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia possui cerca de 300 páginas.

A partir dos dados das quebras de sigilo bancário e fiscal, os promotores apontam que o senador usou, pelo menos, R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo do esquema das “rachadinhas”. Os valores somam os três métodos pelo qual o filho do presidente Jair Bolsonaro “lavou” o dinheiro em espécie.

No meio da transmissão da denúncia, pelo sistema de protocolo digital, o sistema eletrônico falhou provavelmente pelo volume dos autos apresentados. O MP está nesse momento fazendo novas tentativas de enviar o material e se o sistema continuar instável a denúncia será entregue formalmente de modo físico.

Em junho, Queiroz foi preso na casa do advogado Frederick Wassef, em Atibaia, no interior de São Paulo. Wassef era advogado de Flávio na investigação até aquele momento. Ele foi trazido ao Rio para cumprir a prisão em Bangu, mas um habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu que ele fosse para prisão domiciliar em seu apartamento na Taquara, na Zona Oeste do Rio.

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