PF conclui inquérito contra Renan e aponta crime de caixa 2

A Polícia Federal (PF) concluiu que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) praticou o crime de caixa 2 nas eleições de 2010.

Em inquérito enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirmou que Renan recebeu R$ 500 mil da construtora Odebrecht para a sua campanha ao senado e não declarou à Justiça Eleitoral.

“Observa-se a existência, nos autos, de robustas evidências da destinação pela empresa Odebrecht do valor de R$ 500 mil para a campanha eleitoral de Renan Calheiros, no ano de 2010, o qual foi pago em duas parcelas de R$ 250 mil em 20/08/10 e 16/09/10, via caixa 2, através ao setor de Operações Estruturadas da empresa com lançamento no sistema Drousys e Maywebday, pagamentos viabilizados por ‘Paulistinha’ (o doleiro Alvaro Novis), o qual, segundo o colaborador, teria sido solicitado e destinado a este por ter havido um entendimento na empresa que seria importante tal destinação por se tratar de um político que poderia ser utilizado em uma eventual necessidade da empresa. Não sendo acertada, nem exigida, contrapartida para a referida destinação. Com isso, é possível afirmar que o Senador Renan Calheiros solicitou, recebeu e omitiu de sua prestação de contas eleitoral doação eleitoral não-oficial, no valor de R$ 500 mil provenientes do Grupo Odebrecht recebida via caixa 2, através do Setor de Operações Estruturadas da empresa”, apontou no documento a delegada da PF Rejane Nowicki.

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O inquérito contra Renan foi aberto em 2017 a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e por ordem do relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin. A investigação teve como base delação de executivos da Odebrecht sobre o suposto pagamento de propinas na construção do Canal do Sertão Alagoano, a segunda maior obra hídrica do Brasil. No Supremo, o caso está sob a relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, que decidirá se há ou não elementos para que o senador emedebista seja denunciado.

Com informações do Estadão