Pazuello muda regras do aborto legal e vira alvo do ódio bolsonarista

Não é novidade para ninguém que o governo Bolsonaro e a extrema-direita querem dificultar ao máximo os procedimentos de aborto, mesmo em caso de estupro. Recentemente houve um caso de histeria bolsonarista por causa de um aborto em uma menina de 10 anos, a qual os extremistas chamaram até de assassina.

Pois, o ministro do quartel da Saúde, general Eduardo Pazuello, emitiu uma nova portaria sobre o aborto legal, que foi publicada nesta quinta-feira (24/9) no Diário Oficial da União (DOU), e está sofrendo o “cancelamento” por parte de militantes bolsonararistas.

Não é que a nova regra seja avançada, e que promova o acolhimento e tratamento humanizado às vítimas. A nova portaria só alivia um pouco as regras absurdas da portaria anterior.

Pazuello retirou a exigência de que médicos informassem à gestante a possibilidade de ver o feto em ultrassonografia. Também retirou a menção explícita sobre a obrigatoriedade dos médicos informarem a polícia sobre os estupros. Ou seja, regras que tentam demover a vítima de realizar o aborto.

Na cabeça dos bolsonaristas, as mulheres estupradas deveriam ser obrigadas a parir os bebês resultantes dessa violência. Só falta exigirem direitos paternos para os agressores.

Mas, vejam só em que nível está o “cancelamento” de Pazuello:

Enfim, o general Pazuello acabou de virar um abortista comunista. Ô, dó.

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