MP ‘pega no pé’ de Frota: Falsidade ideológica e suspeita de lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo denunciou o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) por falsidade ideológica e ainda apontou ‘forte suspeita’ de lavagem de dinheiro.

Alexandre Frota é acusado de usar o nome de ex-assessor parlamentar como laranja em duas empresas. De acordo com a promotor Marcelo Mendroni, o deputado é o dono das duas empresas, mas colocou elas no nome de Marcelo Ricardo Silva. O objetivo era que ele recebesse em sua conta valores que seriam do parlamentar, sem deixar rastros.

Segundo o MP, a empresa DP Publicidade Propaganda e Eventos Ltda. e a F.R. Publicidade e Atividades Artísticas e de Espetáculos Ltda. “sempre funcionaram como empresas de fachada”. Ainda de acordo com o Ministério Público, as empresas funcionaram nos endereços em que estão cadastradas, mas nunca realizaram serviços.

O MP juntou à denúncia parte de um extrato da conta do ex-assessor de Alexandre Frota evidenciando que, entre julho de 2017 e janeiro de 2018, ele recebeu 25 depósitos em dinheiro que somam R$ 126.110,00. Em seguida, nos próximos dias, R$ 118.778,00 foi sacado em valores fracionados.

“Trata-se de estratagema para ocultar a origem dos valores, já que neste mesmo período Alexandre Frota Andrade possuía contas correntes bancárias e não queria receber os valores diretamente por elas”, afirma o promotor Marcelo Mendroni, na denúncia.

O procurador ainda disse que há “forte suspeita” de lavagem de dinheiro, mas não acusou Alexandre Frota por esse crime, pois não tem provas, “ao menos por ora”, de que a origem dos valores é ilícita

Ex-bolsonarista, Frota é atualmente um crítico feroz do clã Bolsonaro no Congresso Nacional.

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Por 69 votos a 0, Alerj aprova processo de impeachment de Wilson Witzel

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), por unanimidade, aprovou na noite desta quarta (23) a continuidade do impeachment do governador Wilson Witzel (PSC) e autorizou processo por crime de responsabilidade pelo placar de 69 votos a 0.

Um Tribunal Misto será formado agora com cinco parlamentares e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), cujos membros ainda serão escolhidos, que terão até 120 dias para concluir se houve ou não crime de responsabilidade do governador.

Witzel está afastado do cargo há quase um mês, após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Caso agora vai para um Tribunal Misto, formado por desembargadores e deputados que ainda serão escolhidos. Conclusão do processo pode durar meses. Em defesa por videoconferência, governador fez discurso inflamado e se disse injustiçado.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que embasou o pedido de impeachment, afirma que havia uma “sofisticada organização criminosa, composta por pelo menos três grupos de poder, encabeçada pelo governador Wilson Witzel”.

Pela consistência da aprovação da abertura do processo de impeachment, só resta dizer: adeus, Witzel.

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