Lula “Balboa” nocauteia Dallagnol: “fujão” que “se esconde atrás da doença da filha”

O ex-presidente Lula abriu fogo nesta sexta-feira (4) contra o procurador Deltan Dallagnol, que esta semana deixou a coordenação da força-tarefa Lava Jato depois de seis anos.

Segundo o petista, principal vítima do lawfare da República de Curitiba, Dallagnol é um “fujão” que se esconde atrás da doença da filha.

“Acho que o Dallagnol se esconder atrás da doença da filha dele para justificar a saída…”, disse Lula.

O petista mostrou-se solidário com a filha do procurador, mas afirmou que o ex-coordenador da Lava Jato não merece nenhum respeito.

“Se ela tiver doente que Deus a ajude porque tenho por ela o respeito que ele não teve pelo meu neto que morreu com 6 anos”, declarou, para então fuzilar seu algoz. “Mas ele não merece um milímetro de respeito. É um fujão.”

De fato, Deltan Dallagnol fugiu de todos os confrontos públicos, seja no Congresso Nacional, seja nas audiências em que Lula foi ouvido durante os processos.

Em outro momento, no mês passado, o ex-presidente Lula prometeu, até seu último suspiro, que irá caçar o ex-procurador Deltan Dallagnol. Para isso ele abriu investigações particulares contra o ex-chefe da Lava Jato na Europa e nos Estados Unidos.

Para o ex-presidente Lula, está mais que provado o dedo do Departamento de Justiça na Lava Jato. E é isso que o petista quer provar para o Brasil e o mundo.

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  • “Temos de pensar na hipótese do impeachment de Bolsonaro”, diz Kakay

    O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, em entrevista ao Blog do Esmael, disse que é hora de o Congresso Nacional pensar no impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

    “Temos de pensar na hipótese do impeachment de Bolsonaro”, afirmou Kakay, que participou de uma live do Blog do Esmael nesta quinta-feira (3).

    O criminalista destacou que não tem militância partidária, mas que vê elementos jurídicos para investigar Bolsonaro por crimes de responsabilidade e comuns.

    “Nós temos sem menor sombra de dúvida cometimento de vários crimes de responsabilidade”.

    Para o criminalista, a falta de um ministro da Saúde, em plena pandemia de covid-19, já caracteriza o crime de responsabilidade.

    Segundo Kakay, há hipótese de impeachment e há condições para a discussão com muita maturidade.

    O criminalista afirmou que era contra o afastamento do presidente da República, mas que mudou de ideia durante a pandemia, pois Bolsonaro banalizou a vida e fez uma opção de jogar com a vida dos brasileiros.

    “Tudo isso passa por dois terços do Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não apresentou antes o pedido de impeachment porque seria um desastre. Fortaleceria Bolsonaro. Antes, não tinha as condições políticas para o impedimento. Agora já há maturidade”, disse Kakay.

    O debate dessa quinta também teve a participação do advogado Luiz Carlos Rocha, o Rochinha, um dos defensores do ex-presidente Lula.

    Assista ao vídeo: