Lava Jato de São Paulo também é defenestrada a exemplo de Deltan Dallagnol

Depois de o procurador Deltan Dallagnol ter sido demitido da coordenação da força-tarefa de Curitiba, agora é a vez de o grupo de São Paulo jogar a toalha.

De acordo com fontes na Procuradoria-Geral da República (PGR), a saída de Deltan foi negociada, mas não deixou de ser uma demissão. A mesma lógica vale para a força-tarefa de São Paulo.

Ainda segundo um procurador da PGR, os “cargos” nas forças-tarefas são designações discricionárias das chefias. Logo, quando muda as chefias, a exemplo do que ocorre nos cargos de comissão, também mudam os comissionados.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que essas mudanças são “interna corporis” do MPF, qual seja, são questões que devem ser resolvidas internamente pela PGR e as seções regionais do Ministério Público Federal.

O Blog do Esmael já opinou várias vezes da relação hipócrita existente por parte de alguns juristas e políticos, que passam o pano nos crimes cometidos pela Lava Jato. No nosso entendimento, a força-tarefa fez muito mal para o País e isso precisa ser dito com letras garrafais.

A implosão da força-tarefa Lava Jato, com a demissão de Deltan Dallagnol, ícone do populismo penal, será tema da entrevista do Blog do Esmael nesta quinta-feira (3), às 19h.

O Blog do Esmael vai entrevistar logo mais o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e o advogado Luiz Carlos Rocha, o Rochinha, um dos defensores do ex-presidente Lula.

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Depois de idas ao Nordeste, Bolsonaro cai 8 pontos

Levantamento do PoderData aponta que a estratégia do presidente Jair Bolsonaro de intensificar a agenda de viagens ao Nordeste não deu certo. A pesquisa mostra que a aprovação da administração federal, que vinha em trajetória de alta na região, caiu 8 pontos percentuais no Nordeste.

Passou de 48% para 40% em relação ao último levantamento, realizado de 17 a 19 de agosto. A desaprovação ficou em 50% –, dentro da margem de erro.

As taxas estão abaixo da avaliação nacional: 51% aprovam o governo Bolsonaro e 41% desaprovam.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do site Poder360. A divulgação do levantamento é realizada em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 31 de agosto a 2 de setembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 509 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Em relação ao trabalho individual de Bolsonaro na Presidência, são 31% dos nordestinos que o avaliam como “ótimo” ou “bom”. Houve queda de 7 pontos em duas semanas. A rejeição do presidente na região ficou estável em 43%.

A avaliação positiva do presidente na região está 7 pontos abaixo da avaliação nacional (39%). Já a rejeição ao seu desempenho está 9 pontos acima da média geral (34%).

Efeito político

A operação política do Planalto tinha como objetivo estabelecer bases e tentar minar a memória positiva do legado dos governos petistas na região. Mesmo embalado pelos efeitos temporários do auxílio emergencial, o presidente Jair Bolsonaro ainda enfrenta forte resistência entre o eleitorado nordestino.

Além disso, o Nordeste sofre com uma alta taxa de desemprego e desalento, resultado da desastrosa política econômica de Paulo Guedes – apoiada por Bolsonaro.

Portanto, como mostra a pesquisa, não foi dessa vez que Bolsonaro conquistou os corações e as mentes da população nordestina.