Kakay e advogado de Lula serão entrevistados hoje, às 19h, pelo Blog do Esmael

O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, será o entrevistado do Blog do Esmael nesta quinta-feira, dia 3 de setembro, às 19 horas. Também participará do debate o advogado Luiz Carlos Rocha, o Rochinha, um dos defensores do ex-presidente Lula.

Os juristas falarão sobre o impacto da demissão do procurador Deltan Dallagnol, que deixou esta semana a força-tarefa Lava Jato depois de seis anos.

O leitor pode acionar o lembrete da transmissão e os demais veículos de comunicação –corporativos e independentes– têm autorização para reproduzir e compartilhar a íntegra do conteúdo (link aqui).

A entrevista de hoje ocorre no contexto de implosão da Lava Jato, com movimentos demissionários na força-tarefa, e o risco de abertura de uma CPI no Congresso para investigar as atividades do ex-coordenador Deltan Dallagnol e do ex-juiz Sérgio Moro.

Quem é Kakay

Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, tem 61 anos. Nasceu em Patos de Minas (MG) e cursou direito na UnB, em Brasília. É advogado criminal. Dentre várias atuações em tribunais superiores, Kakay esteve na defesa da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADC) nº 43, que derrubou a prisão após segunda instância para condenados.

Sobre “Rochinha”, advogado de Lula

O advogado Luiz Carlos Rocha, o Rochinha, um dos defensores do ex-presidente Lula, esteve praticamente todos os dias no cárcere com o petista. Nos 580 dias em que Lula ficou preso, em Curitiba, Rochinha visitou o ex-presidente no cárcere da Polícia Federal do Paraná.

Serviço:

Entrevista com Kakay e Rochinha
Data: quinta-feira, dia 3 de setembro de 2020
Horário: 19 horas
Local/canais:
‘https://www.esmaelmorais.com.br/’
‘https://www.facebook.com/esmael.morais/’
‘https://twitter.com/esmaelmorais’
‘https://www.youtube.com/c/BlogdoEsmaelTV’

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    O ministro Ricardo Lewandowski determinou que o juiz responsável pela 13ª Vara Federal Criminal, em Curitiba, conceda, em até 48 horas, o acesso ao acordo de leniência da Odebrecht ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Divulgada na tarde desta quarta-feira, 2, a decisão de Lewandwoski responde a uma reclamação do ex-presidente, que alega não ter tido a liberação para avaliar as informações que lhe digam respeito nos documentos.

    O primeiro pedido feito pela defesa do ex-presidente Lula data de 27 de setembro de 2017, ou seja, há mais de três anos. O primeiro pedido deferido por decisão do ministro Luiz Edson Fachin foi indefinidamente negado pela juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro. A negativa de acesso ao acordo, desconsiderando um direito constitucional, tem causado estranheza no meio jurídico. O que contém o acordo, que levaria os operadores da Lava Jato a se exporem tanto, questionam.

    De acordo com a decisão, Lula terá acesso a “anexos da delação, à troca de correspondência entre a Força Tarefa da Lava-Jato e outros países que participaram, direta ou indiretamente, da avença, como, por exemplo, autoridades dos Estados Unidos da América e da Suíça”. Recentemente, o site A Pública denunciou a existência de acordos ilegais, a margem da legislação brasileira, entre a Operação Lava Jato e autoridades norte-americanas, incluindo o FBI.

    A defesa de Lula também poderá ter acesso aos documentos e depoimentos relacionados aos sistemas da Odebrecht, assim como às perícias da Odebrecht, da Polícia Federal, do MPF e realizadas por outros países. E, ainda, aos valores pagos pela Odebrecht em razão do acordo, bem como à alocação destes pelo MPF e por outros países, como também por outros órgãos, entidades e pessoas que nele tomaram parte, de acordo com a decisão do ministro Lewandowski.