Justiça do Equador confirma pena de 8 anos de prisão contra Correa

O Tribunal de Cassação do Tribunal Nacional de Justiça (CNJ) do Equador ratificou nesta segunda-feira (7) a sentença contra o ex-presidente equatoriano Rafael Correa e outros ex-funcionários de seu governo processados por suborno agravado, no âmbito do caso conhecido como “Suborno 2012-2016”.

A decisão implica que Correa não poderá se candidatar a nenhum cargo nas próximas eleições de 2021, algo que ele havia planejado e anunciado em suas redes sociais. Além disso, confirma 25 anos de desqualificação do ex-presidente para cargos públicos.

Correa, que atualmente reside na Bélgica, tentava se candidatar a vice-presidente do Equador nas eleições de fevereiro.

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Pelo Twitter, ex-presidente comentou a decisão do tribunal.

“Eles finalmente conseguiram. Em tempo recorde, eles traçam uma sentença ‘final’ para me desqualificar como candidato. Eles não entendem que a única coisa que o que eles fazem é aumentar o apoio popular”, escreveu Correa na rede social.

E acrescentou: “Vou ficar bem. Dê toda a sua solidariedade aos perseguidos lá. Lembre-se: a única coisa a que eles nos condenam é à vitória”.

Em março passado, Correa foi condenado a 8 anos de prisão após ser acusado de financiar atividades de proselitismo de seu partido político, o Alianza PAÍS, com dinheiro de empresários e empreiteiros. Entre as empresas envolvidas está a construtora brasileira Odebrecht, investigada em outros processos judiciais na região.

O caso também envolveu Jorge Glas (ex-vice-presidente), Alexis Mera (ex-secretário jurídico da presidência) e María de los Ángeles Duarte (ex-Ministra dos Transportes e Obras Públicas).

De acordo com a Procuradoria-Geral do Equador, os supostos subornos ocorreram entre 2012 e 2016 e ultrapassariam os 7,5 milhões de dólares.

Com informações da RT