Inclusão de negros vira questão de marketing do mercado

A recente polêmica da Magazine Luiza, que abriu processo de seleção para trainee voltado para pessoas negras, impulsionou o debate sobre a discriminação no mercado de trabalho.

Em 18 de setembro, o Magazine Luiza abriu seleção para vagas de trainee exclusivas para pessoas negras. O Ministério Público do Trabalho de São Paulo recebeu 11 denúncias contra a empresa.

Ao analisar denúncias contra a Magazine Luiza, o MPT de SP concluiu que o caso era uma ação afirmativa de reparação histórica.

O fato é abordado neste domingo (27) pelo Estadão, que registra que nenhum negro ocupa a presidência entre as 100 maiores empresas na B3, a bolsa de valores, enquanto a participação em cargos de gerência e diretoria não passa de 6%.

Segundo a reportagem, de olho no novo perfil de consumidores e na cobrança de investidores, companhias ensaiam mudança de foco, ou seja, querem incluir mais negros em seus quadros.

Racismo estrutural

Segundo Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral, desde que o MBA foi criado, em 1989, mais de 1.000 executivos foram formados. Desse total, apenas 10 (ou 1%) eram negros.

De acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, dos 209,2 milhões de habitantes do país, 19,2 milhões se assumem como pretos, enquanto 89,7 milhões se declaram pardos. Ou seja, 56,10% das pessoas se declaram negras no Brasil.

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