Globo e jornalões não se indignam com salário mínimo de R$ 1.067

O salário de mínimo de fome de R$ 1.067, proposto pelo governo Jair Bolsonaro, não gerou protestos da Globo e dos demais jornalões da velha mídia. Pelo contrário. Eles todos ficaram contentes, silentes, porque assegura o quinhão dos bancos no Orçamento Público.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enviou ontem ao Congresso o projeto de Orçamento da União prevendo o mínimo de R$ 1.067. Atualmente é de R$ 1.045. Portanto, na prática há um congelamento no preço da mão de obra do trabalhador.

Apesar da evidente carestia, desemprego de 80 milhões de brasileiros, o salário mínimo ficará abaixo do mínimo necessário para a sobrevivência da família do trabalhador, desvalorizado, arrochado, esmagado, sem poder de compara.

De acordo com o respeitado Dieese, o salário mínimo do trabalhador deveria ser R$ 4.800 para atender as necessidades básicas de uma família com saúde, educação, alimentação, moradia, cultura e lazer, como determina a Constituição Federal.

Os virulentos editoriais de Globo, Estadão, Folha, et caterva, não se apresentaram neste “day after” ao projeto de orçamento que escraviza o povo brasileiro e privilegia banqueiros e especuladores.

A única menção, hoje, foi da “Folha Bank” que pregou mais desgraça com retirada de mais direitos de servidores públicos em benefício de sua maquininha amarela, qual seja, dos sócios da PagSeguro S/A.

Segundo editorial da Folha, “falta uma reforma administrativa que normalize, com o tempo, a folha de salários.”

Esses jornalões deveriam estar registrados na CVM, pois, eles não fazem jornalismo nem aqui nem na China; eles fazem especulação financeira em desfavor do povo para beneficiar os bancos.

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    Prestes a ser extinto, o salário mínimo terá variação de apenas 2,2% a partir de janeiro de 2021. A proposta do governo prevê o mínimo de R$ 1.067 para o ano que vem. Atualmente, o valor do mínimo é de R$ 1.045. Na prática, o presidente Jair Bolsonaro vergonhosamente congelou o piso do trabalhador brasileiro.

    Em abril passado, o governo tinha estimado que o piso de 2021 seria de R$ 1.079. Portanto, houve uma redução no valor inicialmente calculado.

    Desde que assumiu o governo, Jair Bolsonaro tem desvalorizado o trabalho e fortalecido a informalização da mão de obra. A chamada uberização, combinada com a pejotização, criou um cenário de desemprego jamais visto no mundo.

    Achar alguém contratado pelo regime CLT, assalariado, está cada vez mais raro no País. É mais fácil achar agulha no palheiro.

    No Brasil, estima-se, há cerca de 80 milhões de desempregados, ou seja, 50% da população economicamente ativa (PEA). O governo só contabiliza 13% em suas estatísticas.

    Dito isso, o governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.067 para o próximo ano, segundo o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2021 apresentado ao Congresso, nesta segunda-feira (31), pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes.

    A Constituição Federal determina que o salário mínimo tem de ser corrigido, ao menos, pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada ao Congresso em abril passado, o governo tinha estimado que o piso de 2021 seria de R$ 1.079. Portanto, houve uma redução no valor.

    Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.045. O reajuste, se aprovado pelo Congresso Nacional, começará a valer em janeiro de 2021, com pagamento a partir de fevereiro.

    Os valores ainda podem mudar no decorrer deste ano, com base nas projeções de inflação para o ano de 2020 (utilizadas como parâmetro para correção).

    O valor do salário mínimo proposto pelo governo para o ano que vem tem correção somente pela inflação, ou seja, pela estimativa do governo para o INPC. Esse formato já foi adotado neste ano, quando a área econômica concedeu reajuste somente com base na inflação do ano passado.

    Com isso, o governo mudou a política de aumentos reais (acima da inflação) que vinha sendo implementada nos últimos anos, proposta pela presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.

    A política de reajustes pela inflação e variação do Produto Interno Bruto (PIB) vigorou entre 2011 e 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação.

    Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.

    Ao conceder um reajuste menor para o salário mínimo, o governo federal também gasta menos. Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o valor do mínimo.

    De acordo com cálculos do governo, o aumento de cada R$ 1 no salário mínimo implica despesa extra em 2020 de aproximadamente R$ 355 milhões.