Flordelis ‘não é dada a baladas e noitadas’, diz defesa em pedido de habeas corpus

O rumoroso caso da deputada federal Flordelis dos Santos continua dando muito “pano pra mangas”, como se dizia antigamente. A última cartada foi um pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa que apela para uma suposta retidão e pureza de Flordelis.

Segundo a defesa, a parlamentar não costuma frequentar “baladas” e “noitadas”. A afirmação está no pedido de habeas corpus feito ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

No documento, os advogados de Flordelis pedem para que os desembargadores da 2ª Câmara Criminal suspendam a decisão judicial determinando que a parlamentar fique em recolhimento domiciliar noturno (das 23h às 6h) e seja monitorada por tornozeleira eletrônica.

“No caso concreto, a medida de recolhimento domiciliar não é relevante, mas também inaceitável, eis que a acusada não o é dada a baladas, noitadas ou eventos festivos, levando vida morigerada e dedicada, além de suas atividades parlamentares, a manter sua casa em boa ordem, mas se opõe veementemente ao uso de tornozeleira eletrônica”, escreveram os advogados na petição da última terça-feira (22). Ainda não houve decisão.

Desde sexta-feira (18), a Justiça tenta, sem sucesso, notificar a deputada sobre a ordem judicial. Na terça-feira (22), a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinou que a parlamentar seja intimada da decisão em Brasília (DF).

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O caso Flordelis ganha cada vez mais contornos escatológicos e macabros. A nova componente aponta para a explosiva e fatal mistura de sexo, sangue e traição. No momento, a Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) suspeita que a deputada federal Flordelis teria ido à uma casa de swing, em Botafogo, na zona sul do Rio, para uma última noitada de amor com o marido, o pastor assassinado Anderson do Carmo.

A madrugada do dia do assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis dos Santos, ainda é motivo de apuração por parte da polícia.

No depoimento prestado à polícia, a deputada revelou que tinha ido à Copacabana com o marido, contudo não soube informar o local exato do estabelecimento que ela disse ter comido petiscos com ele. As suspeitas são de que Flordelis não quisesse revelar a verdadeira localização do casal naquele dia.

Um gerente de uma boate de Botafogo em depoimento na DHNISG em junho deste ano confirmou que o casal frequentava o estabelecimento. A suspeita que o casal tenha ido a uma casa de swing consta em um relatório da DH do dia 1º de julho, produzido a pedido do Ministério Público estadual.

Em seu último depoimento à polícia, em maio deste ano, Flordelis voltou a afirmar que tinha ido com o marido em Copacabana. A deputada disse também que naquele dia [ela e o marido] foram para um local afastado, onde “namoraram” dentro e fora do carro.

Para a polícia, a deputada Flordelis é a mandante do crime. Ela não pôde ser presa por causa da imunidade parlamentar.

*Com informações do Extra-Rio

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