Flordelis chora bastante em depoimento e nega que mandou matar o marido

O depoimento da deputada federal Flordelis dos Santos, nesta terça-feira (22), em seu apartamento funcional em Brasília, foi marcado por forte emoção e sucessivas crises de choro da parlamentar. A informação é do corregedor da Câmara dos Deputados, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), que ouviu a parlamentar durante quase três horas.

A oitiva faz parte da defesa da deputada no processo disciplinar aberto contra ela na casa, que pode culminar com a perda de seu mandato. A pastora é acusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

De acordo com Bengtson, Flordelis se emocionou durante a oitiva, que foi toda gravada. O processo disciplinar é sigiloso.

“Foi um depoimento bastante intenso”, disse o corregedor, deputado Paulo Bengtson (PTB). O teor do depoimento não pode ser divulgado na íntegra, uma vez que o processo corre em sigilo.

Flordelis respondeu a 10 perguntas. Uma delas foi justamente se a parlamentar mandou matar o marido, conforme a conclusão das investigações da polícia no Rio de Janeiro.

“Ela nega que tenha quebrado o decoro parlamentar, nega que tenha cometido o crime”, afirmou Bengtson.

O corregedor confirmou que tentará concluir seu parecer até o próximo dia 30. “Não estamos julgando o suposto crime que ela cometeu no Rio de Janeiro. Aqui a gente faz a parte de quebra de decoro parlamentar”.

Segundo o corregedor, Flordelis chorou toda vez que falava do marido e dos filhos e “respondeu com bastante segurança” as perguntas.

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Flordelis: ‘Não estou preparada para ser presa e não vou ser’

A deputada federal Flordelis deu sua primeira entrevista após ser denunciada como responsável por mandar matar seu marido, o pastor Anderson do Carmo. “Não estou preparada para ser presa e não vou ser. Sou inocente e tenho certeza que minha inocência será provada nos próximos dias”, disse para o jornalista Roberto Cabrini, do SBT.

Flordelis negou as suspeitas que mandou matar Anderson porque não podia se separar dele. “Isso não existe. Não existe ‘escandalizar o nome de Deus’. Se eu tivesse que me separar, eu me separaria”, afirmou.

A deputada negou que tenha escrito as mensagens encontradas em seu celular e “pediu que a Justiça descubra quem escreveu”. “Eu preciso saber quem matou meu marido. Eu não sei. Se eu soubesse, eu falaria aqui agora. Quem matou meu marido está desgraçando com minha vida. Eu não estou escondendo nada”, disse.

Flordelis disse que não se lembra do dia seguinte ao crime. “Me lembro de algumas coisas do dia do assassinato. Eu achava que teria sido roubo”, disse. A deputada ainda disse que estava no terceiro andar da casa quando ouviu tiros e uma gritaria e que quando chegou já estavam socorrendo o marido.

*Com informações do jornal Extra-Rio

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