Fachin nega novo pedido de Wiltzel para voltar ao governo do Rio

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou um novo pedido da defesa governador afastado do Rio, Wilson Witzel, para voltar ao cargo. De acordo com Fachin, o tipo de ação escolhida, um habeas corpus, é inadequado para o assunto.

A solicitação, feita no último dia 14, ocorreu dias após outro pedido de suspensão do afastamento também ser negado.

Determinado pelo Superior Tribunal de Justiça, o afastamento é válido por 180 dias e foi pedido pela Procuradoria-Geral da República, que investiga irregularidades e desvios na saúde. Witzel nega as acusações.

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A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), por unanimidade, aprovou na noite desta quarta (23) a continuidade do impeachment do governador Wilson Witzel (PSC) e autorizou processo por crime de responsabilidade pelo placar de 69 votos a 0.

Um Tribunal Misto será formado agora com cinco parlamentares e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), cujos membros ainda serão escolhidos, que terão até 120 dias para concluir se houve ou não crime de responsabilidade do governador.

Witzel está afastado do cargo há quase um mês, após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Caso agora vai para um Tribunal Misto, formado por desembargadores e deputados que ainda serão escolhidos. Conclusão do processo pode durar meses. Em defesa por videoconferência, governador fez discurso inflamado e se disse injustiçado.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que embasou o pedido de impeachment, afirma que havia uma “sofisticada organização criminosa, composta por pelo menos três grupos de poder, encabeçada pelo governador Wilson Witzel”.

Pela consistência da aprovação da abertura do processo de impeachment, só resta dizer: adeus, Witzel.

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