“E daí?” e “gripezinha” voltam ao vocabulário de Bolsonaro após discurso na ONU

O presidente Jair Bolsonaro se sentiu bastante empoderado na live desta quinta (24), a primeira após o discurso que ele fez na ONU. O presidente retomou ao vocabulário o “e daí?” e “gripezinha” na discussão da pandemia.

“E daí se não tem comprovação científica”, disse Bolsonaro, ao defender o uso da hidroxicloroquina no tratamento da doença.

O inquilino do Palácio do Planalto afirmou que cerca de 200 pessoas que trabalham da Presidência da República pegaram o vírus, porém, assegurou, foram curados com a cloroquina.

O presidente Jair Bolsonaro também criticou a “turma do fica em casa” que, segundo ele, dificultou a retomada da economia.

Ao defender a volta às aulas presenciais, Bolsonaro declarou que abaixo dos 40 anos não atinge nada. “Nem uma gripezinha pega”, disse o presidente.

Para Bolsonaro, houve a politização do vírus com o “fique em casa” e ele reclamou porque foi “massacrado” pela imprensa.

“Tentam desestabilizar o governo”, disse Jair Bolsonaro.

O presidente tossiu várias vezes durante 48 minutos de transmissão ao vivo.

Assista ao vídeo:

Bolsonaro “admite” que mentiu na ONU sobre auxílio de mil dólares

O presidente Jair Bolsonaro “admitiu” nesta quinta (24), durante sua live semanal, que mentiu sobre o auxílio emergencial de mil dólares na pandemia.

Bolsonaro disse, no entanto, que a ajuda chegou a 960 dólares (R$ 5.289,60 na cotação de hoje) para cada um dos 65 milhões de beneficiados.

De acordo com a oposição ao governo, na melhor das hipóteses, ajuda chegará a R$ 4.200 até o final do ano, se forem cumpridas as 5 parcelas de R$ 600 e no máximo 4 parcelas de R$ 300.

Mil dólares como anunciou Bolsonaro no discurso da ONU, na terça (22), somariam R$ 5.510.

“Não são mil dólares”, admitiu Bolsonaro. “São 960 dólares para 65 milhões de pessoas”, completou.

Segundo o presidente, o valor quase chegou a mil dólares porque mulheres chefe de família receberam o auxílio emergencial em dobro (R$ 1.200).

Na live, houve espaço para autoelogios. “O mundo reconheceu as medidas. Trezentos reais é pouco, reconheceu. O Brasil está se endividando na pandemia na ordem de R$ 1 trilhão”, disse.

Embora tenha dito que o custo pandemia será de R$ 1 trilhão, o presidente Jair Bolsonaro nada falou sobre a ajuda dada aos bancos. O sistema financeiro teve aportes maiores que R$ 4 trilhões durante os últimos seis meses. O dinheiro seria para irrigar a economia, para dar liquidez, porém os banqueiros resolveram especular com as verbas públicas.

A live da mentira contou com a participação do ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente.

Compartilhe agora