Deu ruim: Justiça mantém prisão de Cristiane Brasil

O desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), negou, neste domingo (20), os pedidos da defesa de Cristiane Brasil – pré-candidata à prefeitura do Rio pelo PTB, legenda controlada por seu pai, o ex-deputado federal Roberto Jefferson. A defesa pedia o relaxamento, ou revogação da prisão preventiva.

O presidente do TJ-RJ determinou ainda o cumprimento imediato da ordem do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no sentido de redistribuição da ação penal inicial e conclusão ao desembargador do Órgão Especial, que será sorteado nesta nesta segunda-feira (21) para analisar o caso, destaca a revista Veja.

Cristiane Brasil foi presa preventivamente no dia 11 de setembro, em cumprimento à decisão da 26ª Vara Criminal da Comarca da Capital, com base na chamada operação Catarata.

De acordo com os advogados, a pré-candidata à prefeitura do Rio está em acompanhamento psiquiátrico desde fevereiro de 2018, diagnosticada com “transtorno misto depressivo ansioso” sendo necessário o uso contínuo e diário de três medicamentos.

A ex-parlamentar, junto com seu pai, integra a base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro.

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Petistas pressionam pela renúncia de Jilmar Tatto, em SP, em favor de Guilherme Boulos

O candidato do PT a prefeito de São Paulo, Jilmar Tatto, está sendo muito pressionado por petistas para que renuncie em favor da candidatura de Guilherme Boulos (PSOL).

Tatto obteve apenas 1% na pesquisa do Ibope, divulgada neste domingo (20), enquanto Boulos atingiu 8% das intenções de voto, ficando em terceiro lugar.

Militantes históricos do PT apelam publicamente, nas redes sociais, para que Jilmar Tatto renuncie em nome de uma suposta frente de esquerda.

Com o índice de 1% nas sondagens de opinião, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo sequer terá cobertura diária da TV Globo, que, mesmo ferida, continua sendo a Globo.

A emissora dos Marinho estabeleceu “cláusula de barreira” em 5% do Ibope para sua cobertura jornalística, que, a princípio, é uma restrição ilegal porque corrompe a ideia de paridade das armas na disputa eleitoral de 2020.

Boulos não é só uma aposta de setores do PT paulistano. O candidato do PSOL também é uma necessidade do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), que tem 18%.

O prefeito tucano acredita que a vacina contra a covid-19, prevista para o mês que vem, o levará à liderança das pesquisas e, por isso, estaria escolhendo o melhor candidato para derrotar no segundo turno.

A estratégia do PSDB de São Paulo é a mesma que o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), usou para vencer a disputa em 2016. Na época, o aparato de Crivella “escolheu” Marcelo Freixo (PSOL) como adversário para derrotar no segundo turno. Lá, no Rio, deu certo. Será que a fórmula funcionará em SP? A Conferir.

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