Covid-19: Brasil atinge 134 mil mortes e tem 4,4 milhões de casos acumulados

O Brasil atingiu 134.106 mortes em razão da pandemia do novo coronavírus nesta quarta-feira (16). Nas últimas 24 horas, foram registrados 987 óbitos. A soma representa um aumento de 0,7% sobre ontem (terça), quando os números traziam um total de 133.119 pessoas que perderam a vida para a covid-19. Ainda há 2.428 falecimentos em investigação.

Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde divulgado na noite desta quarta-feira (16), informa a Agência Brasil.

Ainda conforme a atualização, foram acrescidas às estatísticas 36.820 novos diagnósticos de covid-19, totalizando 4.419.083 pessoas infectadas desde o início da pandemia. O resultado marca um acréscimo de 0,8% em relação a ontem, quando o painel trazia 4.382.263 casos acumulados.

O sistema do Ministério da Saúde contabilizou ainda 564.665 pacientes em acompanhamento. Do total de infectados, 84,2% dos pacientes se recuperaram da covid-19, ou seja, 3.720.312 pessoas.

A letalidade (número de óbitos pelo total de casos) ficou em 3%. A mortalidade (número de falecimentos por 100 mil habitantes) está em 63,8. Já a incidência (total de casos por 100 mil habitantes) subiu para 2102,9.

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Coração de pedra, Bolsonaro corta Auxílio Emergencial de 6 milhões de pessoas

O presidente Jair Bolsonaro vai eliminar cerca de 6 milhões de beneficiários do Auxílio Emergencial de R$ 300, até dezembro, com a medida provisória que prorrogou a ajuda governamental durante a pandemia.

Coração de pedra, Bolsonaro atendeu aos apelos da equipe econômica comandada pelo ministro Paulo Guedes ao negar mais quatro parcelas do Auxílio Emergencial de R$ 300 para seis milhões de pessoas, apesar de o desemprego ter aumentado no período.

Bolsonaro e Guedes não negam de pronto e publicamente a ajuda, mas elevaram as restrições que impedem até seis milhões de obterem o benefício em tempos que o pacote de arroz de 5 kg também dispara nos supermercados.

A tática governamental é a mesma que os bancos utilizam para não concederem crédito aos pequenos e microempresários durante a pandemia: aumentar a exigências de garantias, mesmo o dinheiro estando disponível nos cofres públicos.

Com as restrições à segunda rodada do Auxílio Emergencial, Guedes calcula que o governo irá economizar R$ 23 bilhões acumulados até o final deste ano, ou seja, tirando de quem precisa Bolsonaro poderá transferir essa soma para o pagamento de juros e amortizações da dívida interna [leia-se, a renda será transferida para os banqueiros].

Com o fim do Auxílio Emergencial de R$ 300 em dezembro, o governo ficará mais vulnerável do ponto de vista de popularidade. A desaprovação do presidente tende a aumentar, portanto a partir de janeiro.

Agentes políticos estimam que Bolsonaro ficará mais suscetível a pedidos de impeachment e manifestações contrárias nas ruas de todo o país com a ausência de políticas públicas compensatórias.

Bolsonaro tentou nos últimos meses colocar um pé em cada canoa, qual seja, um na dos bancos e outro na dos mais necessitados. O resultado disso é que o presidente da República pode acabar afogado nos próximos meses.