Centrais Sindicais pressionam Congresso pela prorrogação do auxílio de R$ 600

Esta terça (29) está sendo marcada pela mobilização das Centrais Sindicais em Brasília na campanha “600 Pelo Brasil – Coloca o Auxílio Emergencial pra votar, Maia!”.

Os sindicalistas percorreram o Congresso Nacional para defender a votação imediata da Medida Provisória 1.000/2020, que prorroga o pagamento do auxílio até dezembro, mas restabelecendo o valor original de R$ 600, que o governo Bolsonaro reduziu à metade, ou a R$ 300.

Adilson Araújo, presidente da CTB, e outros dirigentes das centrais sindicais mantiveram contatos com o líder do PP, Arthur Lira, o líder do governo, Ricardo Barros e o presidente em exercício da Câmara Federal, Marco Pereira.

Veja no vídeo o que disse o presidente da CTB, Adilson Araújo, sobre o tema:

Já se esgotou o prazo original de três meses do auxílio emergencial de R$ 600,00, instituído para amenizar os impactos da crise sanitária e econômica sobre a renda de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.

É urgente prorrogá-lo até dezembro, conforme defendem as centrais sindicais, os movimentos sociais e as forças democráticas em geral. Mas sem rebaixar o seu valor à metade, como pretende o governo Bolsonaro.

A urgência é necessária porque a crise ainda está longe do fim, o desemprego é uma realidade para dezenas de milhões de brasileiros e menos da metade da população em idade ativa está ocupada. O cenário do mercado de trabalho caracteriza uma depressão econômica.

As camadas mais afetadas da população trabalhadora vivem uma tragédia, precisam do auxílio e não podem esperar.

Além de aliviar o sofrimento das famílias mais pobres e vulneráveis o auxílio emergencial tem se revelado um bom remédio para amenizar a crise econômica. Seus efeitos positivos sobre o mercado interno podem ser observados no comportamento das vendas a varejo.

Sem o auxílio as coisas estariam bem piores. Mesmo favorecido pelo programa, que rendeu popularidade ao chefe do Palácio do Planalto, o governo concordou com a prorrogação, mas rebaixou à metade o valor do benefício, que vai de encontro ao fundamentalismo neoliberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao dogma do teto fiscal.

Além da redução do valor do auxílio, o governo decidiu que teremos um salário mínimo sem aumento real em 2021.

É revoltante constatar que, ao mesmo tempo em que reduziu o valor do auxílio emergencial e arrochou o salário mínimo, o governo Bolsonaro cogitou novos privilégios para os militares incrustados no Executivo, como o “direito” de generais receberem acima do teto constitucional do funcionalismo, de R$ 39,2 mil.

Um valor abaixo de R$ 600,00 como auxílio emergencial é claramente insuficiente, vai sacrificar brasileiros e brasileiras pobres, reduzir o consumo popular, enfraquecer o mercado interno e agravar a crise.

Cabe à CTB e ao movimento sindical ampliar a mobilização e a luta para conquistar a prorrogação do auxílio de R$ 600,00 per capita até dezembro e garantir aumento real para o salário mínimo no orçamento de 2021. É o que corresponde aos anseios do povo e às necessidades da economia nacional.

As informações são da CTB.

Considerada “gripezinha” por Bolsonaro, covid-19 já matou mais de 1 milhão de pessoas no mundo

Jair Bolsonaro vem sendo apontado por políticos e autoridades sanitárias como principal responsável pela tragédia humanitária no Brasil, embora a maioria dos habitantes o isente de culpa, segundo recentes pesquisas de opinião.

Enquanto o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, volta a repetir que se trata de uma “gripezinha”, o mundo chora a perda de mais de 1 milhão de vidas para a covid-19.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os países contabilizam 1.009.943 de óbitos até esta terça-feira, dia 29 de setembro. São 33.753.183 casos do novo coronavírus em uma base de dados de 215 nações.

Os Estados Unidos lideram esse triste ranking com 210.436 mortes e 7.388.989 casos, seguindo da Índia com 6.219.224 casos e 97.450 mortos.

O Brasil, caiu para a terceira posição em casos do novo coronavírus (4.753.410), mas tem o segundo maior número de mortos: 142.280.

Em sua última live semana, na quinta-feira (24), Bolsonaro retomou sua tese negacionista ao defender a volta às aulas presenciais antes da vacinação. Ele declarou que abaixo dos 40 anos não atinge nada. “Nem uma gripezinha pega”, disse o presidente.

O presidente brasileiro ainda reforçou, durante a live, a propaganda da cloroquina –medicação contestada pelas autoridades sanitárias.

“E daí se não tem comprovação científica”, disse Bolsonaro, ao defender o uso da hidroxicloroquina no tratamento da doença.

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