Celebridades entram em greve contra Facebook e Instagram

As redes sociais se alimentam do ódio, das desavenças, dos robôs, das fake news. Sem esses componentes, muito provavelmente, elas deixariam de existir tal qual existem hoje.

Dito isso, soa muito falsa a greve por apenas 24 horas de celebridades que anunciaram suspensão do uso de suas contas no Facebook e Instagram.

O protesto, dizem, é contra a disseminação “de ódio e desinformação” nas plataformas.

Uma dessas celebridades é Kim Kardashian West, considerada a “rainha” das redes sociais. Ela tem 188 milhões de seguidores só no Instagram, por exemplo.

O movimento é parte da campanha #StopHateforProfit (“pare o ódio em nome do lucro”, em tradução livre), organizada por ativistas de direitos civis.

Além de Kim Kardashian, se somam ao #StopHateforProfit os seguintes atores de Hollywood: Leonardo DiCaprio, Ashton Kutcherm Sacha Baron Cohen e Jennifer Lawrence, além da cantora Katy Perry.

Sem ódio, não existem as redes sociais.

Para quem quiser entender melhor a indústria do ódio que as redes sociais movimenta recomendamos dois ótimos filmes, recém-lançados, que estão disponíveis no Netflix: “Dilema das Redes Sociais” e “Rede de Ódio”.

O primeiro filme conta como funcionam as aplicações de internet nascidas no Vale do Silício: Google, Facebook, Twitter, Instagram e Pinterest. Até o presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, faz uma “ponta” no longa-metragem.

Já a segunda película se passa em Varsóvia, na Polônia, retrata a vida de um ressentido jovem que usa as redes sociais para promover crueldade e, claro, manipular e obter poder.

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A ideia de intervenção militar ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (16) com o relatório de uma missão da ONU associando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e os ministros mais importantes de seu governo estão vinculados a possíveis “crimes contra a humanidade”.

A presidente da comissão da ONU, Marta Valiñas, assegura em um comunicado que foram encontrados “motivos razoáveis para acreditar que as autoridades e as forças de segurança venezuelanas planejaram e executaram desde 2014 graves violações dos direitos humanos”.

“Longe de serem atos isolados, estes crimes foram coordenados e cometidos de acordo com as políticas do Estado, com o conhecimento ou o apoio direto dos comandantes e de altos funcionários do governo”, afirmou Valiñas, falando em nome da ONU.

O açulamento do presidente Donald Trump, que precisa de uma plataforma para vencer a eleição daqui a 50 dias, encontra terreno fértil no Brasil governado pelo submisso Jair Bolsonaro.

O governo brasileiro tem oscilando entre a extrema direita, o nacionalismo, e o populismo e a subserviência aos interesses dos Estados Unidos. A principal característica principal, no entanto, é a fraqueza e falta de rumo soberano.