Brasil vai testar vacina de tuberculose contra novo coronavírus

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai testar a vacina contra tuberculose em casos de covid-19. A BCG é conhecida por provocar uma resposta imunológica ampla contra uma série de outros agentes infecciosos.

Além disso, estudos mostram que países com cobertura da BCG têm índices mais baixos de mortes pelo coronavírus por milhão de habitantes.

O estudo, realizado em parceria com a organização de pesquisa médica pediátrica Children’s Research Institute, deve envolver 3 mil profissionais de saúde que estão enfrentando o coronavírus no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul.

A vacina também será testada na Austrália, Espanha e Reino Unido. Ela é financiada pela Fundação Gates e conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A BCG é ministrada em crianças e confere proteção de formas mais graves da tuberculose, como a miliar e a meníngea. A vacina está disponível gratuitamente, nos postos de vacinação das redes de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo maternidades.

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Russos continuam liderando corrida pela vacina contra a covid-19

Além de vários estados brasileiros, a exemplo do Paraná e da Bahia, americanos e europeus também manifestam interesse de fabricar a vacina Sputnik V.

Com nome de “foguete”, os russos continuam liderando a corrida pelo suprimento da primeira vacina registrada contra a covid-19 no mundo.

A Rússia anunciou o envio de pelo menos 100 milhões de doses da vacina Sputnik V, contra a covid-19, para a América Latina. Para o Brasil, estão previstas, atualmente, 50 milhões de doses. Após a parceria firmada com o Paraná, o Fundo Russo de Investimentos Diretos anunciou, nesta sexta-feira (11), um acordo com a Bahia.

Além de Bahia e Paraná, ao menos outros cinco estados brasileiros estão prestes a encomendar lotes da Sputnik V.

De acordo com os russos, até o governo de Jair Bolsonaro abriu negociação com Moscou após o fracasso da vacina britânica desenvolvida pela Universidade de Oxford.

130 mil mortes por covid-19 no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro minimiza as quase 130 mil mortes por convid-19 desde o início da pandemia no Brasil.

Segundo o presidente, o país “está vencendo a pandemia” com auxílio emergencial e crédito para empresas, bem como com investimentos nos estados e municípios.

“Estamos praticamente vencendo a pandemia, o governo fez tudo para que os efeitos negativos da mesma fossem minimizados. Quer seja com auxilio emergencial, que atingiu 65 milhões de pessoas, quer seja auxílio a micro e pequenas empresas, com crédito. Ou seja, investindo também massivamente meios e recursos para que governadores e prefeitos não faltassem na saúde para atender os infectados”, afirmou Bolsonaro.

Entretanto, Bolsonaro reduziu o auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 e os preços dos alimentos dispararam nos supermercados. O arroz e o feijão são exemplos de descontrole na oferta e demanda dos alimentos, que não têm estoque regulador.