‘Bolsonaro tem medo de enfrentar Lula nas urnas em 2022’, dizem petistas

Petistas acharam estranha a pesquisa que aponta 70% dos brasileiros recomendado ao ex-presidente Lula a não participação nas eleições de 2022.

O levantamento da Paraná Pesquisas, afirma que os brasileiros não desejam que o petista volte às urnas em 2022.

Para membros do PT, a sondagem beneficia o presidente Jair Bolsonaro. Logo, analisam, o capitão planeja fugir do embate contra Lula.

O instituto ainda assegura que a maioria dos brasileiros não acredita que Lula não será principal rival de Bolsonaro nas urnas em 2022.

A Paraná Pesquisas registra também que a impopularidade do ex-presidente segue alta em todo o País.

Além disso, a sondagem destaca que 64% dos entrevistados, caso o STF anule as condenações de Lula, a corte não deveria permitir a candidatura do ex-presidente em 2022. O número é praticamente o mesmo dos que não acreditam que o petista será o principal adversário de Bolsonaro.

De acordo com a Paraná Pesquisas, a expectativa geral do eleitorado brasileiro é que o candidato do PT seja mesmo Fernando Haddad.

A Paraná Pesquisas ouviu 2.008 brasileiros em 26 estados e o Distrito Federal entre os dias 10 e 12 de setembro. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.

Fachin vota no STF contra a privatização da Petrobras

Os petroleiros estão em festa nesta sexta-feira (18). Eles comemoram o voto do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), favorável à liminar que impede a criação de subsidiárias da Petrobras, para posterior venda (privatização).

Segundo os petroleiros, hoje foi dada um importante passo para evitar que a Petrobras seja privatizada sem licitação e sem autorização do Congresso Nacional, como querem o presidente da estatal Roberto Castello Branco e o governo de Jair Bolsonaro.

Nesta sexta-feira (18), no julgamento da medida cautelar na Reclamação nº 42576 no Supremo Tribunal Federal (STF), o relator da ação, ministro Edson Fachin, atendeu ao pedido das Mesas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, para que seja concedida uma liminar que paralise imediatamente as privatizações das refinarias da Petrobras.

O pedido das mesas do Congresso Nacional junto ao STF foi feito graças à atuação da CUT, demais centrais e da direção da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que durante a greve de fevereiro deste ano, se reuniu com os presidentes das Casas, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e David Alcolumbre (DEM-AP) e demonstraram que o governo federal estava burlando a decisão do próprio Supremo, de que a Petrobras não poderia ser vendida sem autorização do Congresso Nacional.

A manobra do governo consiste em transformar as refinarias em subsidiárias, desmembrando a empresa-matriz para vender seus ativos. Em 2019, o Supremo havia liberado a venda de subsidiárias sem consulta legislativa, mas não liberou a venda da matriz.

Como se trata de julgamento por sessão virtual, os ministros têm até o próximo dia 25 (sexta-feira) para apresentarem seus votos. Caso eles sigam o voto do relator, a venda das refinarias da Petrobras poderá ser suspensa.

Apesar da vitória inicial, pois ainda se trata de decisão liminar, e não de decisão final do processo, ou seja, de mérito, os petroleiros comemoram a primeira vitória da categoria.

O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, lembra que a categoria precisa ainda lutar e, por isso, no próximo dia 25 haverá atividades nas bases operacionais e nas redes sociais para que o STF atue em defesa da Petrobras.

“Felizmente o ministro Edson Fachin percebeu que o governo quer burlar a decisão do STF e vender a Petrobras sem passar por um processo licitatório transparente e sem aval do Congresso Nacional”.

“Esperamos que os demais ministros sigam Fachin tendo em vista a própria decisão do STF que proibiu a venda da empresa-matriz”, completou o dirigente da FUP.

O advogado Angelo Remedio, do escritório Advocacia Garcez, que trabalha nas ações contra a privatização, diz que “uma eventual decisão favorável aos Sindicatos dos Petroleiros (Sindipetros) não significa que podemos baixar nossas armas, porque a Petrobras terá novas iniciativas para privatizar, e uma decisão desfavorável não significa que estamos derrotados, pois há muito trabalho a fazer pela frente”.

Campanha #PetrobrasFica

Em defesa da Petrobras, a FUP lançou a campanha “Petrobras fica”. A ideia é pressionar os vereadores, prefeitos, governadores, deputados estaduais e federais das localidades de 13 estados em que estão instaladas unidades da Petrobras, para impedir que a estatal seja vendida, e permaneça com suas atividades apenas no eixo Rio-São Paulo como quer o governo Bolsonaro.

A campanha ‘”Petrobras Fica” já foi lançada em seis estados: Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Por meio de vídeos, parlamentares e artistas defendem a manutenção da empresa nos estados.

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