Bolsonaro quer congelar aposentadorias e atacar seguro desemprego para viabilizar seu ‘Bolsa Família’

O presidente Bolsonaro e o ministro da Miséria, Paulo Guedes, estão planejando cortes nas aposentadorias, pensões, e no seguro-desemprego para investir no Renda Brasil, seu substituto eleitoreiro para o Bolsa Família de Lula.

Eles estudam congelar as aposentadorias e pensões por dois anos além de dificultar o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é uma ajuda aos idosos vulneráveis ou que portadores de necessidades especiais.

O duro é que a reforma na previdência nem bem entrou em vigor, e Bolsonaro quer aprofundar as maldades contra os velhinhos e deficientes.

Outra sacanagem planejada pela equipe de Bolsonaro consiste em cortes no seguro-desemprego. Esta informação foi confirmada pelo secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

O governo pode aumentar a carência; ou seja, do tempo mínimo de serviço para que o trabalhador tenha direito ao benefício; ou reduzir o número de parcelas pagas.

De uma forma, ou de outra, o governo vai tirar dos pobres para ajudar aos mais pobres. Coisa que o próprio presidente disse ser contra.

Mexer no lucro dos bancos, ou taxar as grandes fortunas, nem se fala… Bolsonaro e Guedes têm mais empatia pelos CNPJs de que pelos CPFs. Mas os CNPJs não votam; esse é o problema.

Com informações de agências.

A maioria dos brasileiros é favorável à obrigatoriedade da vacina, diz pesquisa de opinião

Contrariando o presidente Jair Bolsonaro, a maioria dos brasileiros é favorável à obrigatoriedade da vacina contra a covid-19.

De acordo com a Paraná Pesquisas, 55,2% concorda com a compulsoriedade da vacinação para conter o vírus.

O levantamento garante que 38,6% discordam da obrigatoriedade –a exemplo de Bolsonaro.

A revela ainda que, independente da obrigatoriedade, 61,2% dos brasileiros pretendem tomar a vacina.

26,9% afiram que só tomarão a vacina dependendo do país de origem da vacina importada pelo Brasil.

Jair Bolsonaro só terá a companhia de 8,7% dos entrevistados, que juram que não tomarão a vacina contra a covid-19, se não for obrigatória.

Confira a íntegra da pesquisa:

O Sr(a) é a favor ou contra que as pessoas sejam obrigadas a tomar a vacina da Covid-19 assim que estiver disponível?

  • A favor 55,2%
  • Contra 38,6%
  • Não sabe/ não opinou 6,2%

Se não for obrigatório, o Sr(a) pretende tomar a vacina da Covid-19?
(estimulada)

  • Sim 61,2%
  • Depende de qual país a vacina será importada 26,9%
  • Não 8,7%
  • Não sabe/ não opinou 3,2%

A Paraná Pesquisas ouviu 2.008 eleitores brasileiros, entre os dias 10 e 12 de setembro de 2020, em 26 estados e o Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.

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Eleições 2020 sob risco

Observadores da política estão horrorizados com aglomerações em diversas regiões do País.

De aeroportos a praias, neste início de primavera, todos estão lotados.

Autoridades sanitárias brasileiras preveem uma nova onda da pandemia entre os dias 15 de outubro e 1º de novembro, nas vésperas das eleições municipais de 2020.

O primeiro turno das eleições deste ano foi adiado do início de outubro para o dia 15 de novembro, justamente em virtude da pandemia.

Dois governadores de estados, ouvidos pelo Blog do Esmael, dizem que a pandemia está “estável”, porém, alertam que as aglomerações podem ampliar o número de casos de infecções.

Entretanto, afirmam os governadores, o poder público está mais bem preparado para lidar com a doença e tem mais recursos materiais e humanos para esse enfrentamento.

Segundo esses mesmos gestores, ou haverá uma “imunização de manada” –e não precisará de vacina, como preconiza o presidente Jair Bolsonaro— ou não vai ter eleição em 2020.

“Quem vai mandar mãe votar?”, perguntou um entrevistado, que pediu para não ser identificado.

É bom que fique claro que não há nenhum comunicado oficial do TSE sobre novo adiamento das eleições. O tribunal sequer cogitou recuar na data do pleito, por ora.

Se as eleições 2020 forem mantidas com um quadro de avanço da pandemia, a tendência é que o número de abstenções sejam recordes. Nesse cenário, especula-se, os atuais prefeitos e vereadores mais que quintuplicam sua vantagem competitiva em relação aos adversários.