Bolsonaro faz campanha nas redes sociais pela reeleição de Carluxo

O presidente da República Jair Bolsonaro entrou de cabeça na reeleição do filho Carlos para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Bolsonaro usou as redes sociais, neste domingo (27), para pedir apoio para Carluxo.

Em sua conta no Instagram, Bolsonaro publicou uma imagem na qual aparece abraçado com o filho. Na legenda, o presidente convidou os seguidores a conheceram o trabalho de Carlos como vereador.

A campanha eleitoral foi liberada para começar neste domingo (27). Com isso, os candidatos podem pedir votos na internet e na mídia, além de divulgar propostas na rua, com o uso de panfletagem.

Carlos Bolsonaro exerceu um mandato pífio e ausente no Rio de Janeiro. Na verdade, ele passou mais tempo em Brasília atuando como um dos comandantes do chamado “gabinete do ódio”.

LEIA TAMBÉM:

Saiba quantos votos são necessários para eleger um candidato a vereador de sua cidade

Fluminense também é afetado por surto de Covid-19

URGENTE: Rafael Greca, prefeito de Curitiba, está com COVID-19

Sob Bolsonaro, carne virou artigo de luxo e comida virou coisa de rico

Se na época de FHC o frango era símbolo de uma fugaz “prosperidade” dos brasileira, que custava 1 real o quilo, por volta de 1994, paradoxalmente, nesses tempos de Jair Bolsonaro, o preço da carne da ave congelada pode chegar até 14 reais, dependendo do corte.

A carne vermelha é algo mais proibitiva ainda, que custa o olho da cara. Um kg de fraldinha de costela, por exemplo, dependendo do açougue, chega a valer entre 26 reais e 50 reais.

Dito isso, para agravar a situação dos mais pobres, o governo Bolsonaro cortou o auxílio emergencial para 300 reais nas próximas parcelas até dezembro. Depois acaba a ajuda iniciada na pandemia, que era de 600 reais.

A disparada dos preços dos alimentos e o corte do auxílio emergencial coloca cerca de 65 milhões de brasileiros, quase uma França inteira, sob insegurança alimentar, qual seja, sob a ameaça da fome.

O súbito aumento dos alimentos nas prateleiras dos supermercados tem a ver com a grave crise econômica, a disparada do dólar, mas, mais ainda, tem relação direta com a falta de controle de estoques pelo governo que se gaba de não controlar nada.

O pacote de 5 quilos de arroz, por exemplo, chegou a custar 42 reais no começo deste mês. O que fez Bolsonaro? Sugeriu que as pessoas passassem a comer macarrão no lugar.

O problema para qual o governo ainda não se atentou é que todos os demais itens alimentícios tiveram alta justamente pela falta de controle de estoque, uma regra básica para governos de direita, esquerda ou centro com um cérebro maior que uma azeitona. Mas isso não parece ser o caso de Bolsonaro…

O governo Jair Bolsonaro também erra ao atribuir a disparada dos preços dos alimentos ao auxílio emergencial de 600 reais. Se fosse verdade essa premissa, a comida estaria mais farta na mesa dos 65 milhões de vulneráveis brasileiros. O frango, a fraldinha e o arroz estariam custando a metade, 7 , 13 e 21 reais.

As mentiras que o governo Jair Bolsonaro contou no discurso que fez na abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22), não resistiram mais que poucos minutos. O presidente disse durante sua intervenção virtual que a ajuda emergencial foi de 1.000 dólares para cada um dos 65 milhões de necessitados, cerca de 5,5 mil reais, porém, na verdade, chegou ao máximo 4,2 mil reais se o beneficiado recebeu todas as parcelas desde o início da pandemia.

Portanto, Bolsonaro faz um governo da fome e da miséria –bem diferente daquele pintado por ele na ONU e insistentemente desmentido no Brasil e no mundo.

Compartilhe agora