Bolsonaro confirma redução do auxílio emergencial para R$ 300

O presidente Jair Bolsonaro, coração de pedra, anunciou nesta terça-feira (1º) a redução do auxílio emergencial para R$ 300.

A ajuda governamental foi aprovada pela oposição no Congresso Nacional no início da pandemia do novo coronavírus com valor de R$ 600.

No início, Bolsonaro e Paulo Guedes queriam estabelecer em R$ 200 o auxílio emergencial. No entanto, na época, eles perderam o embate com os oposicionistas.

O auxílio emergencial alcança cerca de 66 milhões de pessoas, que, em virtude do desemprego e da pandemia, depende de ajuda estatal para viver.

Como sacanagem pouca é bobagem, Guedes e Bolsonaro também anunciaram hoje a reforma administrativa, que consiste na redução de salário do serviço público, demissão de concursados, enfim, precarizando ainda mais o serviço público brasileiro. Esse projeto tende a aprofundar a depressão econômica.

Portanto, Jair Bolsonaro vai consolidando a “República dos Bancos” e se posicionando como o governo da fome e do desemprego.

No Brasil, são mais de 80 milhões de desempregados e, ontem, o presidente enviou ao Congresso um medíocre salário mínimo de R$ 1.067 para o ano que vem. Atualmente, o mínimo vale R$ 1.045.

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    O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) foi entrevistado na manhã desta segunda-feira (31) pelo canal na internet do jornalista Fábio Pannunzio.

    Pannunzio abriu espaço para o emedebista se manifestar sobre a importância do caso Banestado, as famosas contas CC5, e a divulgação de documentos pelo canal Duplo Expresso –de Romulus Maya.

    Requião classificou a briga entre “gerentes” de blogs como “guerra de bugios” e disse que as divergências precisam ser resolvidas para aprofundar as investigações do caso Banestado.

    Sobre o Brasil, o emedebista mostrou preocupação com a queda do PIB (Produto Interno Bruto), o desemprego, a falta de consumo e de produção. Para Requião, é hora de a oposição pensar o Brasil apresentando um projeto transitório e candidato único à Presidência da República em 2022.

    “É preciso um projeto transitório, candidato único, nesse cenário de queda no PIB provocada pela covid-19. Temos que recuperar os empregos e a produção, pensar mais no Brasil”, discursou o ex-senador Roberto Requião.

    Embora advogue pela candidatura única das oposições, Requião continua firme contra a ideia da “frente ampla”. Segundo ele, foi esse frentismo que detonou o governo de Dilma Rouseff e possibilitou o surgimento de Jair Bolsonaro na Presidência da República.

    “Foi um acidente de percurso”, disse, referindo-se a Bolsonaro.