Auxílio Emergencial de R$ 300 agora é para poucos, segundo a Caixa

A decisão política do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia Paulo Guedes, de cortar pela metade o Auxílio Emergencial de R$ 600, reduzindo o valor a R$ 300, pode ter significado um corte ainda maior nas contas do governo.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, nem todos os inscritos receberão as quatro prestações de R$ 300 até dezembro. O banco informa que a sexta parcela será creditada automaticamente.

O Ministério da Cidadania, que gerencia a ajuda, explica que existe uma data limite para a liberação das novas parcelas, que é dezembro deste ano.

Portanto, aqueles que começaram a receber o auxílio em abril, terão direito a mais quatro parcelas. Mas quem começou a receber os R$ 600 a partir de julho terá direito a apenas uma prestação da extensão do programa, de R$ 300.

Na prática, quem recebeu a primeira parcela em junho, por exemplo, receberá apenas duas das prestações de R$ 300. Aqueles que tiveram o crédito em maio, mais três de R$ 300. No caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600.

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    O Ministério da Cidadania informa que os aprovados que passaram a ter vínculo empregatício, após o início do recebimento, não terão direito aos R$ 300.

    Aqueles que obtiveram benefício previdenciário ou assistencial, do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal no período também não recebem.

    A concessão dos R$ 300 levará em conta a declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física de 2019. Isso significa que será diferente da primeira fase do programa do auxílio, na qual foi considerada a declaração do IRPF de 2018.

    Confira aqui os calendários das próxima parcelas: