Ativistas acusam crime de homofobia do ministro da falta de Educação, Milton Riberio

Lideranças políticas e ativistas viram crime de homofobia na fala do ministro da falta de Educação, Milton Ribeiro, de que homossexuais seriam resultado de famílias desajustadas. A declaração foi dada em entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo publicada nesta quinta (24).

O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) escreveu no Twitter: “Homossexualidade não é castigo nem crime. É uma forma de amar e se relacionar como qualquer outra! É requisito nesse governo de “desajustados” ser um criminoso homofóbico!”

Já a candidata a vereadora pelo PSOL  de São Paulo, Erika Hilton, afirmou que está protocolando o pedido de o impeachment do Ministro da Educação na Procuradoria Geral da República:

“Mal chegou e já comete crime, dizendo que homossexualidade acontece apenas em famílias desajustadas. Aparelhando o governo para influenciar milhões de famílias a odiarem seus filhos LGBTs. Chega!” Escreveu Erika:

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) também viu crime na fala do ministro:

“O ministro da Educação, Milton Ribeiro, quem compõe a ala medieval do governo, atribui homossexualidade a “família desajustada”. Homofobia é CRIME e desajustada é a família corrupta do Bolsonaro!”

Para Iuri K, “relacionar família desajustada com homossexuais é CRIME de homofobia.”

Responde aí ministro. Qual família é desajustada mesmo?

Ministro da falta de Educação ‘lava as mãos’ para a desigualdade e a volta às aulas

O ministro da falta de Educação, Milton Ribeiro, concedeu uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo em que se esquivou de entrar no debate sobre a volta às aulas no ambiente da pandemia e também sobre a falta de acesso à internet e outros indicadores de desigualdade entre os estudantes.

Sobre a volta às aulas, ele somente disse que o governo vai mandar verbas diretamente para as escolas para comprar insumos, pagar pequenos reparos, máscaras, etc.

Ao ser questionado se o ministério não deveria se posicionar, Ribeiro disse que por ele, “voltava semana passada”. E quando a pergunta foi sobre a desigualdade do acesso à internet ele disse: “É o estado e o município que têm de cuidar disso aí. Nós não temos recurso para atender. Esse não é um problema do MEC, é um problema do Brasil. Não tem como, vai fazer o quê? É a iniciativa de cada um, de cada escola. Não foi um problema criado por nós.”

A entrevistadora, Jussara Soares, ainda tenta convencer que o papel do MEC é trabalhar para diminuir essas desigualdades…”

Mas o ministro refuta: “O MEC, em termos, né? Essa é uma responsabilidade de estados e municípios, que poderiam verificar e ter as iniciativas para tentar minimizar esse tipo de problema.”

Ele se demonstra mais preocupado em combater a educação para a diversidade e a tolerância com as opções sexuais. Demonstra preconceito contra os homossexuais e diz que isso é fruto de famílias desajustadas.

O lado positivo (sim, houve) é que ele se disse comprometido com a valorização dos professores, inclusive com melhores salários.

Mas no geral, é mais um ministro que se recusa a perceber que a principal função do governo federal deveria ser sempre acolher os mais necessitados e procurar coordenar as ações do País como um todo, ouvindo e opinando, junto aos entes da União.

Mas, ele está preocupado que os professores possam erotizar os estudantes ao ensinar que a diversidade sexual é normal e deve ser respeitada.

A entrevista de Milton Ribeiro foi publicada no Estadão.

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