Ao vivo: ‘In Fux we trust’ assume hoje a presidência do STF

O ministro Luiz Fux está tomando posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o biênio 2020-2022.

A ministra Rosa Weber será conduzida ao cargo de vice-presidente das duas Casas. A sessão solene de posse tem previsão de 1h30 de duração.

Dentre os convidados presenciais, estão o presidente da República, Jair Bolsonaro; os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; o procurador-geral da República, Augusto Aras; o presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz; os ministros da Casa; familiares e amigos mais próximos dos empossados. Além destes, 4 mil convidados acompanharão a posse virtualmente.

“Para garantir a segurança de todos, a tradicional fotografia da composição dos senhores ministros não será realizada e também não haverá cumprimentos aos empossados, e nem recepção após a cerimônia”, informou a assessora-chefe de Cerimonial.

‘In Fux we trust’

Há um ano, o site The Intercept Brasil divulgava trecho de uma mensagem entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, ocorrida em 22 de abril de 2016.

Dallagnol encaminha para Moro mensagens que enviou para um grupo de procuradores da Lava Jato. Deltan relata uma conversa que teve com o ministro Fux, que teria dado apoio a Operação após uma “queda de braço” entre Moro e o também ministro do STF Teori Zavascki. Em resposta, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública comemora: “Excelente. In Fux We trust” (Em Fux nós confiamos).

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  • A quem favorece a criminalização da política e da advocacia?

    Quando lemos uma notícia espetaculosa na velha mídia –e até nos blogs progressistas– sempre temos de ter em mente uma questão: a quem ela favorece?

    Dito isso, a quem favorece a criminalização da política?

    Inicialmente, três polos são visivelmente favorecidos com a criminalização da política: 1- o bolsonarismo, que ainda se apresenta contra o antissistema; 2- o lavajatismo, cuja militância partidária de setores do MP visa alcançar o poder; e 3- a velha mídia corporativa, que vive de cliques e fake news.

    A guerra contra a advocacia, por meio de lawfare, a exemplo da campanha contra o defensor de Lula e o presidente da OAB, são exemplos nítidos desse movimento político.

    Sim, as operações policialescas das forças-tarefas do Ministério Público e da Lava Jato, quase todas elas, têm o cunho político-partidário.

    Mais cedo eu escrevi no meu perfil do Twitter que “Essas ações do MP, polícias, etc., durante as eleições precisam acabar. Elas [as operações] funcionam como tendências partidárias com o objetivo de modificar a vontade do eleitor. São fake news com fé pública. Pirotecnias, portanto.”

    Nos Estados Unidos, país que a burguesia brasileira tem como farol, é inimaginável a interferência policial em assuntos eleitorais tal qual nestas plagas. A não ser que haja um flagrante delito em curso.

    Enquanto não temos uma proibição expressa da pirotecnia em tempos eleitorais, aqui, nós ao menos podemos identificar o objetivo dessas operações midiáticas respondendo a quem elas servem, a quem interessam tais ações do MP e das polícias.

    A princípio, os maiores beneficiários do momento são os governos federal e estadual de plantão que têm o monopólio da força policial e da relação com setores do judiciário.

    Ganha um doce quem responder que ‘Jair Messias Bolsonaro’ foi o maior beneficiário das últimas ações policialescas. Com Globo e tudo.

    O que o presidente da República chama de “esperteza” nós entendemos como abuso de poder.