A quem favorece a criminalização da política e da advocacia?

Quando lemos uma notícia espetaculosa na velha mídia –e até nos blogs progressistas– sempre temos de ter em mente uma questão: a quem ela favorece?

Dito isso, a quem favorece a criminalização da política?

Inicialmente, três polos são visivelmente favorecidos com a criminalização da política: 1- o bolsonarismo, que ainda se apresenta contra o antissistema; 2- o lavajatismo, cuja militância partidária de setores do MP visa alcançar o poder; e 3- a velha mídia corporativa, que vive de cliques e fake news.

A guerra contra a advocacia, por meio de lawfare, a exemplo da campanha contra o defensor de Lula e o presidente da OAB, são exemplos nítidos desse movimento político.

Sim, as operações policialescas das forças-tarefas do Ministério Público e da Lava Jato, quase todas elas, têm o cunho político-partidário.

Mais cedo eu escrevi no meu perfil do Twitter que “Essas ações do MP, polícias, etc., durante as eleições precisam acabar. Elas [as operações] funcionam como tendências partidárias com o objetivo de modificar a vontade do eleitor. São fake news com fé pública. Pirotecnias, portanto.”

Nos Estados Unidos, país que a burguesia brasileira tem como farol, é inimaginável a interferência policial em assuntos eleitorais tal qual nestas plagas. A não ser que haja um flagrante delito em curso.

Enquanto não temos uma proibição expressa da pirotecnia em tempos eleitorais, aqui, nós ao menos podemos identificar o objetivo dessas operações midiáticas respondendo a quem elas servem, a quem interessam tais ações do MP e das polícias.

A princípio, os maiores beneficiários do momento são os governos federal e estadual de plantão que têm o monopólio da força policial e da relação com setores do judiciário.

Ganha um doce quem responder que ‘Jair Messias Bolsonaro’ foi o maior beneficiário das últimas ações policialescas. Com Globo e tudo.

O que o presidente da República chama de “esperteza” nós entendemos como abuso de poder.

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