UFPR: Movimentos sociais e partidos de esquerda divulgam nota de apoio ao reitor Ricardo Marcelo

A consulta comunitária para a lista tríplice que definirá o próximo gestor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) acontece nesta terça-feira (1º) e quarta (2).

Duas chapas disputam o pleito: Pela chapa 1 (UFPR Forte) concorrem os professores Horácio Tertuliano dos Santos Filho, como reitor, e Ana Paula Mussi Szabo Cherobim, para a vice reitoria. Pela chapa 2 (UFPR de Todos Nós) estão os professores Ricardo Marcelo Fonseca e Graciela Ines Bolzon de Muniz, atuais reitor e vice-reitora da instituição.

A fase de campanha foi atravessada por temas políticos, além das questões internas da UFPR. O processo de consulta também extrapolou os muros da universidade. Movimentos sociais e partidos de esquerda lançaram um manifesto de apoio ao atual reitor Ricardo Marcelo.

Confira a íntegra da nota das entidades, partidos e movimentos sociais do Comitê Unificado

UFPR: Em defesa da democracia, autonomia e da ciência

Nas eleições pra reitoria da UFPR, em defesa da democracia, da autonomia universitária e da ciência o Comitê Unificado de Lutas chama voto à Chapa 2

Nas eleições que acontecerão no dia 01 e 02 de setembro na UFPR, dois projetos antagônicos estão disputando a vaga para a reitoria da UFPR.

O projeto da Chapa 1, representada pelos professores Horácio e Ana Paula, desde o início da campanha questiona o processo democrático de escolha, que é construído a mais de 30 anos pelas organizações dos técnicos (as), professoras (es) e estudantes. Em nenhum momento estas candidaturas afirmaram que respeitarão os votos da comunidade acadêmica, se dispondo a cumprir um papel de interventores do Governo Federal na UFPR, ou seja, um projeto autoritário que observamos recentemente na UFRGS, em que o terceiro colocado foi nomeado interventor.

Na atual situação de pandemia, que já matou 120 mil pessoas em nosso país, os candidatos da Chapa 1 disseminam discursos anticientíficos (obscurantistas), corroborando com a irresponsabilidade de muitos governantes que fazem a defesa de medidas charlatanistas, como o uso de vermífugo e cloroquina para combater os efeitos da COVID 19. Realizam uma campanha muito mais interessada em agradar o Governo Federal do que a comunidade acadêmica.

Do outro lado, temos o projeto apresentado pela Chapa 2, representado pelos professores Ricardo Marcelo e Graciella. Essas candidaturas, desde o início, se prontificaram a respeitar o processo de escolha e retirar seus nomes em caso de derrota, respeitando os votos da comunidade acadêmica. Portanto, fazem a defesa da democracia e autonomia universitária como um princípio. A Chapa 2 defende um projeto de universidade pública e gratuita, com investimentos na assistência estudantil, referenciada na produção científica, no combate ao charlatanismo.

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Um marco foi a criação da Superintendência de Inclusão e Diversidade (SIPAD), em 2017, o que reforça o compromisso da UFPR com as políticas universais de inclusão e diversidade, – um esforço indispensável para promover o protagonismo de setores historicamente marginalizados.

A UFPR é uma referência nacional em estudos científicos sobre testagem e detecção do vírus, na política de isolamento social através do trabalho remoto, nos investimentos em EPI´s e testagem em massa para os trabalhadores do CHC.

Nesse sentido, compreendemos que não existe outro caminho a se tomar por este Comitê Estadual pra inviabilizar um projeto autoritário de universidade embalado pelo Governo Federal, se não convocar os trabalhadores e trabalhadoras da UFPR a votar na Chapa 2.

PT-PSOL-PCdoB-Consulta Popular- CUT -CTB – APP-Sindicato- União Paranaense de Estudantes (UPE)-UPES-UJS-Rede de Mulheres Negras-Coletivo Em Frente – Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) – Liga Brasileira de Lésbicas (PR)-Rede Nacional de Ativistas e Pesquisadoras Lésbicas e Bissexuais, Centro Cultural Humaitá, Grupo Afrovida (Cascavel), Coletivo Sorriso Negro dos Campos Gerais e dezenas de outras entidades…