‘PSOL seria o grande vencedor, se a eleição fosse hoje’, diz presidente da PR Pesquisas

O presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, em entrevista ao Blog do Esmael, afirmou que o PSOL seria o grande vencedor das esquerdas, se as eleições municipais de 2020 fossem hoje.
Segundo o presidente da Paraná Pesquisas, o PSOL vai crescer mais que PT, PDT e PSB. Ele cita como exemplos a corrida pelas prefeituras de Belém (PA) e São Paulo (SP).

“Edmilson Rodrigues está bem na frente em Belém e Guilherme Boulos pode surpreender em São Paulo”, disse o pesquisador.

Hidalgo foi o entrevistado dessa sexta-feira (14) na ‘TV Esmael’ –um canal de vídeos do Blog do Esmael.

O presidente da Paraná Pesquisas falou sobre a disputa eleitoral vindoura e do aumento na aprovação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Murilo Hidalgo voltou a atribuir a popularidade de Bolsonaro a três fatores: 1- falando pouco à imprensa; 2- viajando o país; e 3- auxílio emergencial de R$ 600.

“Se acabar o auxílio emergencial de R$ 600 a aprovação de Bolsonaro cai”, analisa. “As pessoas raciocinam com o bolso durante essa pandemia”, disse.

Hidalgo ainda afirmou na entrevista que Jair Bolsonaro estaria deixando o PT sem bandeiras, pois, segundo o dono da Paraná Pesquisas, o auxílio emergencial é uma inspiração petista e que o teto de gastos poderá ser furado para garantir a ajuda de R$ 600.

Quanto às bandeiras liberais, como as privatizações, Murilo Hidalgo resume da seguinte forma: ‘militar não gosta de privatizar nada. Pelo contrário.’

Assista a íntegra da entrevista:

LEIA TAMBÉM

 

Gleisi defende validade de delação de Dario Messer contra Globo

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), defendeu neste sábado (15) a validade da delação premiada do doleiro Dario Messer contra os donos da Rede Globo.

A dirigente petista ironiza a emissora dos Marinho que pedem a presunção de inocência diante da homologação da delação de Messer pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, no âmbito da Lava Jato.

“Agora, para a Globo, palavra de delator não vale”, disse Gleisi. “Família Marinho nega ter recebido dinheiro do doleiro e diz que não há provas”, estranha a parlamentar do PT.

“Haverá investigações? Consequências jurídicas? Ou ficará como um causo do instituto da delação, tão defendido pela emissora?”, disparou Gleisi Hoffmann.

Segundo delação de Dario Messer, o doleiro dos doleiros afirmou que realizou repasses de dólares em espécie para os Marinho em várias ocasiões. De acordo com o delator, a entrega dos pacotes de dinheiro acontecia dentro da sede da Rede Globo, no Jardim Botânico. Messer diz que um funcionário de sua equipe entregava de duas a três vezes por mês quantias que oscilavam entre 50 mil e 300 mil dólares.

Além de Gleisi, outras lideranças do PT também se manifestaram sobre a reivindicação da Globo pela presunção de inocência. Para os petistas, nesse caso, há uma presunção de verdade na delação do doleiro porque é assim que a família Marinho age deslealmente com os adversários político.

Bolsonaro vai voltar ao PSL porque cometeu um erro político ao sair do partido

Quer queira quer não o senador Major Olímpio (PSL-SP), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) irá voltar à condição de filiado número um do Partido Social Liberal (PSL). É questão de tempo. Brevíssimo tempo.

“Quem disse a ele que o PSL o quer de volta? É uma reconciliação impossível e, se a maioria do PSL tiver vergonha na cara, não o aceita. Mais fácil o PSL aceitar a filiação do Lula”, declarou o senador nesta sexta-feira (14).

Embora o parlamentar paulista bravateie contra o retorno, o presidente nacional do PSL, deputado Luciano Biva (PSL-PE), já acertou a reacomodação de Bolsonaro na sigla com vistas às eleições de 2022.

Portanto, Jair Bolsonaro irá abandonar de vez o projeto de criação do novo partido ‘Aliança pelo Brasil’ –ao menos para disputar a reeleição daqui a dois anos.

A questão que fez o presidente da República enfiar o rabinho entre as pernas e voltar ao partido que o elegeu ao Palácio do Planalto chama-se fundo eleitoral. O PSL tem a segunda maior bancada da Câmara (perdendo apenas para o PT) e poderá receber R$ 737 milhões até 2022.

O Aliança pelo Brasil não tem direito ao fundo eleitoral em 2022 porque não tem nenhum deputado eleito, critério adotado pelo TSE para repartir o bilionário fundo eleitoral entre as legendas.

Para ter acesso ao fundo eleitoral, o partido precisa eleger bancada federal e receber proporcionalmente ao número de eleitos.

O casamento do PSL e de Bolsonaro está sendo refeito com base no interesse financeiro mútuo, sem nenhum amor ou afeto recíprocos. É uma relação de conveniência. É tudo por dinheiro, pois.

Resumo da ópera: Major Olímpio terá de engolir Bolsonaro e seus filhos 01, 02, 03 e 04.