Presidente Bolsonaro é uma mãe para a mídia corporativa e os bancos o amam por isso

Assim se passam os dias, os meses e os anos. Bolsonaro fala um impropério qualquer. A mídia corporativa faz a festa. A oposição perde o foco. A sociedade idem, se diverte. Nem precisa mais das novelas da Globo para o entretenimento.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem sido uma mãe para a mídia corporativa ao evitar o debate econômico. Ambos faturam com isso. Se esse tema entrar na pauta nacional esvazia os jornalões e acaba o governo. Eis a verdade.

Por isso o picadeiro não pode parar. Nunca.

Além de interessar a Bolsonaro e aos barões da mídia, o falso debate, também é de interesse dos banqueiros e dos especuladores. Afinal, o que se disputa é o Orçamento da União. É uma guerra contra o povo, que, a cada dia, perde mais direitos e é empurrado à miséria absoluta.

O Fla-Flu entre Bolsonaro e mídia é um jogo de aparências. É um relacionamento de conveniência. Interessa aos dois lados o bate-boca em público. O ônus é menor que o bônus de lado a lado.

Note, caro leitor, em quase dois anos de governo, Jair Bolsonaro ainda não disse qual o projeto de nação. Que rumo pretende para o Brasil. Os jornalões, bancões e televisões nem perguntam sobre isso.

Os donos do poder estão bem confortáveis com a situação atual, apesar de algum dissabor para repórteres que cobrem a política em Brasília.

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    O presidente Bolsonaro voltou a atacar jornalistas nesta segunda-feira (24) em um evento para comemorar as 115 mil mortes pela Covid-19.

    É surreal, mas é verdade. A agressão aos jornalistas foi assim: “Quando pega num bundão de vocês [jornalistas], a chance de sobreviver é bem menor”.

    Assista e confira:

    Bolsonaro, que estava pianinho nos últimos dois meses, voltou a abrir a “caixa de ferramentas” neste domingo (23). Ele disse que tinha vontade é encher de porrada a boca de um jornalista do Globo.

    “Eu vou encher a boca desse cara na porrada”, disse Jair Bolsonaro ao ser questionado sobre os R$ 89 mil em cheques depositados por Fabrício Queiroz para primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

    Bolsonaro não respondeu à pergunta do repórter, apenas o ameaçou.